
O governo do Reino Unido determinou nesta segunda-feira (15) a proibição do acesso de menores de 16 anos a redes sociais como TikTok, YouTube, Snapchat, X, Facebook e Instagram. A iniciativa não afeta aplicativos de mensagens privadas como WhatsApp e Signal e deve entrar em vigor em março de 2027.
— Este é um momento crucial para o nosso país. Significa uma grande mudança para as nossas crianças e para o nosso futuro — declarou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, durante o anúncio.
Proteção do público
A medida integra o plano do premier para proteger o público infantojuvenil dos efeitos adversos causados pela tecnologia.
Conforme a rede britânica BBC, a intenção do governo é adotar uma ferramenta de verificação de idade baseada em reconhecimento facial.
Além do impedimento ao acesso das plataformas, o governo do Reino Unido também informou que exigirá de empresas como Google e Apple a criação de mecanismos que detectem e barrem imagens de nudez enviadas a menores nas redes sociais. Os adultos que desejarem visualizar ou compartilhar esse conteúdo passarão por uma verificação de identidade.
As big techs tem prazo de três meses para implementar a medida. Caso não acatem o pedido, o governo britânico submeterá um projeto de lei para impor as obrigações sob pena de multa e responsabilização criminal das empresas.
Resposta das plataformas
As empresas afetadas criticaram a medida, segundo a BBC. O YouTube afirmou que a plataforma é um "recurso vital" para os jovens e argumentou que uma proibição ampla poderia afastar crianças e adolescentes de ambientes considerados seguros e supervisionados.
O Snapchat, por sua vez, destacou que a maior parte do uso da plataforma ocorre por meio de mensagens privadas entre amigos e familiares. Segundo a empresa, uma proibição total não garante maior segurança aos adolescentes.
Já a Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, afirmou que a medida pode levar jovens a migrar para "alternativas sem regulamentação e sem mecanismos de proteção ou controle parental".




