
Israel revidou o ataque do Irã e bombardeou "alvos militares" iranianos na manhã de segunda (noite de domingo, 7, no horário de Brasília), de acordo com o site norte-americano Axios.
A ação representa uma escalada da tensão na região. No domingo, o Irã já havia atacado Israel e quebrado o cessar-fogo entre os países firmado em abril.
"A Força Aérea Israelense atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã há pouco", diz postagem do órgão nas redes sociais.
A reação de Israel contraria um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. "Estamos muito perto de um acordo final com o Irã. Vai ser um bom acordo. Não quero que isso seja arruinado pelo que está acontecendo agora", afirmou Trump ao site Axios após o ataque do Irã a Israel.
Escalada da tensão
Na semana anterior, o Irã havia advertido que poderia atacar Israel diretamente caso o país realizasse ações militares contra Beirute. Neste domingo (7), Israel conduziu ataques à capital do Líbano em resposta a disparos feitos pelo Hezbollah contra regiões do norte israelense.
Irã afirmou, então, em um comunicado, que Israel havia "cruzado todas as linhas vermelhas" no Líbano e, em seguida, anunciou a suspensão dos voos em seu aeroporto internacional.
Logo depois, o exército israelense informou que interceptou 11 mísseis iranianos. O ataque, classificado por Israel como "grave erro", não deixou vítimas.
Com a escalada das tensões entre os dois países, a possibilidade de alcançar um acordo para pôr fim à guerra iniciada há cem dias, que abalou a economia mundial, torna-se cada vez mais distante.





