
Os Estados Unidos "devem responder" a um ataque iraniano que derrubou um de seus helicópteros no Estreito de Ormuz, advertiu nesta terça-feira (9) o presidente Donald Trump.
A ameaça foi feita na Truth Social, rede mantida pelo presidente americano, que não detalhou como seria a eventual resposta.
"Acabo de ser informado por nossas Grandes Forças Armadas que, na noite passada, os iranianos derrubaram um de nossos helicópteros Apache altamente sofisticados enquanto ele patrulhava sobre o Estreito de Ormuz. Havia dois pilotos a bordo; ambos estão sãos e salvos", anunciou.
"No entanto, os Estados Unidos devem, por necessidade, responder a este ataque", acrescentou o mandatário.
Trump insiste que está perto de alcançar um acordo com o Irã, em meio a ataques mútuos e frequentes no Estreito de Ormuz, em razão do bloqueio marítimo dessa importante via fluvial para o tráfego mundial de petróleo e derivados.
O Irã, por sua vez, atacou Israel com mísseis no fim de semana, pela primeira vez desde o frágil cessar-fogo decretado em abril. Israel respondeu, e depois as hostilidades cessaram por exigência de Trump.
O helicóptero derrubado
O helicóptero Apache é a segunda aeronave tripulada derrubada pelo Irã durante a guerra no Oriente Médio, após a perda de um F-15 em abril, segundo reconheceu Washington.
Esse helicóptero tem uma tripulação de duas pessoas e é armado com um canhão de 30 milímetros, além de sua capacidade de transportar outras armas adicionais, incluindo mísseis Hellfire.
O Comando Central (Centcom), responsável pelas forças americanas no Oriente Médio, havia informado anteriormente que dois membros da tripulação de um Apache "foram resgatados por forças americanas depois que seu helicóptero caiu perto da costa de Omã".
O comando militar também assinalou que um drone naval ajudou a resgatar a tripulação do helicóptero abatido.
O "drone que participou do resgate na noite passada da tripulação do Apache em frente à costa de Omã foi uma embarcação de superfície não tripulada Corsair da Marinha dos Estados Unidos", declarou em comunicado o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom.
* AFP





