
A reunião da cúpula do G-7 será realizada durante esta semana em Évian-les-Bains, na região dos Alpes da França. Como convidado, o Brasil participará pela 10ª vez do evento. Estão programados encontros e discussões entre os líderes das sete maiores economias democráticas do mundo — Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. As conversas devem girar em torno da geopolítica global e de questões comerciais estratégicas.
O Brasil participará das sessões abertas aos convidados. Neste domingo (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para a França, onde deve chegar na tarde de segunda-feira (15). Lula terá reuniões bilaterais com o mandatário da França, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
Além desses líderes, o petista também deve conversar com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, e com o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi. Não há confirmação de uma possível reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (leia mais abaixo).
Na reunião com a líder japonesa, Lula deve negociar um acordo de livre comércio entre Mercosul e o país asiático. As tratativas estão avançadas e podem ser lançadas no encontro do G7, ou durante a cúpula dos países sul-americanos, que acontecerá no final de junho no Paraguai.
Em relação aos europeus, Lula deve focar em reverter a recente decisão da União Europeia, que proibiu a importação de carnes, tripas, peixe e mel do Brasil. O veto tem previsão de entrar em vigor a partir de 3 de setembro.
Na terça-feira (16), a discussão agendada será sobre parcerias internacionais. A tendência é que em seu discurso Lula cobre a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD). Basicamente, trata-se do repasse de recursos financeiros dos países mais desenvolvidos e industrializados para os mais vulneráveis.
Na quarta-feira (17), o tema envolve o crescimento econômico de forma equilibrada, em especial com manifestações direcionadas a entidades como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU). Neste mesmo dia, está programado um almoço dedicado à questão da inteligência artificial (IA).
Também foram convidados para participar da cúpula do G-7 outros países importantes como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Por sua vez, a União Europeia (UE) participa como integrante institucional.
Lula e Trump: nada definido
Não houve pedido formal para uma reunião oficial entre Lula e Trump, nem por parte do Palácio do Planalto ou da Casa Branca. Se houver algum encontro será informal e por acaso.
Há duas semanas, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) indicou a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras, o que elevou o tensionamento entre os dois países.
Para justificar a decisão, o USTR alega que o sistema de Pix empregado no Brasil prejudicaria as empresas dos EUA que prestam serviços de pagamentos eletrônicos, com as operadoras de cartão de crédito.
Em maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos havia classificado as facções brasileiras do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Com a decisão relacionada a essas facções, o governo brasileiro teme futuras intervenções militares dos EUA em território nacional, como ocorreu na Venezuela no começo do ano.



