
O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Irã, Ebrahim Rezaei, afirmou que "o Irã está com o dedo no gatilho e está pronto" para enfrentar Washington. A afirmação foi feita na rede social X (veja abaixo na íntegra) nesta quarta-feira (6) e ocorre em meio a negociações entre os países para encerrar o conflito.
O parlamentar se pronunciou após a repercussão de uma reportagem do site Axios, que afirma que os EUA e o Irã estariam próximos de fechar um acordo. O Axios ouviu dois oficiais do governo estadunidense e outras duas fontes anônimas para obter a informação.
Ebrahim Rezaei comentou a reportagem e afirmou que o texto "é uma lista de desejos dos americanos e não uma realidade".
Ainda nesta quarta-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra chegará ao fim caso o Irã aceite o novo acordo. No entanto, ele acrescentou que o cessar-fogo entre os países será encerrado se Teerã não concordar com a proposta.
"O texto da Axios é a lista de desejos dos americanos para se tornar uma realidade, os americanos não conseguirão algo que não obtiveram em negociações frente a frente em uma guerra fracassada, o Irã tem o dedo no gatilho e está pronto; se não se renderem e não concederem as concessões necessárias, ou se tentarem fazer travessuras por conta própria ou seus cães de guarda, daremos uma resposta dura e arrependente", diz a publicação na íntegra.
O que diz a reportagem do Axios
Segundo o site Axios, Washington e Teerã estariam negociando um memorando de entendimento, com 14 pontos, para encerrar o conflito que já se estende desde fevereiro deste ano.
Na proposta, os Estados Unidos teriam exigido que o Irã interrompesse o enriquecimento de urânio por 20 anos. Teerã, por sua vez, teria sugerido uma pausa de cinco anos. Washington teria o desejo de inserir uma cláusula para garantir que, caso o Irã volte a enriquecer urânio antes do prazo, a suspensão seja prolongada.
Ainda de acordo com as informações do Axios, o Irã se comprometeria a nunca buscar armas nucleares ou realizar atividades relacionadas a sua produção. Em contrapartida, os EUA levantariam progressivamente as sanções impostas ao país e liberariam gradualmente bilhões de dólares em fundos iranianos congelados ao redor do mundo.
Outro ponto citado pelo Axios é a remoção do urânio enriquecido do território iraniano, com a qual Teerã teria concordado. O programa nuclear do Irã é o ponto central do conflito, pois o governo iraniano resistia às exigências de Donald Trump, que deseja impedir o Irã de obter uma arma nuclear.





