
Pelo menos 11 casos de hantavírus ligados ao surto no navio de cruzeiro MV Hondius já formam confirmados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A informação foi divulgada nesta terça-feira (12) pelo diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva em Madri, na Espanha.
De acordo com o g1, o 11º caso é de uma passageira espanhola evacuada do cruzeiro. Ela testou positivo após entrar em quarentena. Segundo o ministério da saúde espanhol, a paciente desenvolveu febre e dificuldade para respirar, mas segue estável e "sem deterioração clínica evidente".
Ainda que o número de casos esteja aumentando, a entidade afirmou que não há sinais de uma disseminação maior da doença neste momento, mas não descartou que a situação mude nas próximas semanas.
Quarentena
A OMS afirma que os sintomas podem aparecer entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus, por isso, é recomendado que passageiros evacuados permaneçam em quarentena por 42 dias.
O que é o hantavírus
A infecção humana por hantavirose ocorre mais frequentemente pela inalação de poeira contaminada com urina, fezes e saliva de roedores infectados. Também pode se dar pelo contato de mãos contaminadas com mucosas (olhos, boca e nariz) e por mordidas de roedores.
O vírus pode causar uma infecção pulmonar grave chamada síndrome pulmonar por hantavírus, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).
Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, há diferentes fatores ambientais associados ao aumento no registro de casos de hantavirose: aumento da população de roedores silvestres, desmatamento desordenado, expansão das cidades para áreas rurais e áreas de grande plantio, favorecendo a interação entre homens e roedores silvestres.
Os sintomas, que podem se iniciar até oito semanas depois da exposição, podem incluir febre, dores musculares e fadiga.




