Os Estados Unidos sancionaram, nesta segunda-feira (11), doze pessoas e entidades ligadas a Teerã, acusadas de "facilitar" a venda de petróleo iraniano para a China.
Washington adotou esta medida antes da visita do presidente americano, Donald Trump, a Pequim, no final desta semana. Trump se reunirá com seu homólogo chinês, Xi Jinping, com uma longa lista de disputas comerciais a abordar.
Ao anunciar as sanções, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos alegou que a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, "depende de empresas fantasma em jurisdições econômicas permissivas para ocultar seu papel na venda de petróleo e canalizar as receitas para o regime iraniano".
Três pessoas radicadas no Irã e nove empresas - com sede em Hong Kong e nos Emirados Árabes Unidos - aparecem sujeitas às novas sanções.
As novas medidas bloqueiam todos os ativos que as pessoas e as empresas tenham sob jurisdição dos Estados Unidos, e proíbem entidades e cidadãos americanos de fazerem negócios com elas.
No âmbito de sua ofensiva contra o Irã, os Estados Unidos endureceram as sanções contra o governo iraniano e a Guarda Revolucionária com o objetivo de asfixiá-los economicamente.
A guerra começou em 28 de fevereiro com bombardeios americanos e israelenses contra o Irã, e sacudiu os mercados de energia mundiais. Teerã mantém fechado o estratégico Estreito de Ormuz, por onde costumava transitar cerca de um quinto dos hidrocarbonetos do mundo.
Em março, Washington flexibilizou algumas sanções ao petróleo diante da escassez do abastecimento global, mas desde então voltou a endurecer as restrições.
Grande parte do petróleo do Irã é destinado à Ásia, e a China é um dos principais importadores. Em termos gerais, a potência asiática é um dos maiores parceiros comerciais de Teerã.
A guerra com o Irã também vai dominar a agenda do encontro entre Trump e Xi. Washington busca fazer uma pressão maior sobre Teerã, por meio de Pequim.
Na sexta-feira, o Departamento de Estado americano sancionou três empresas satélite com sede na China por facilitar as operações militares do Irã.
Várias empresas sediadas na China e em Hong Kong já foram sancionadas pelo Tesouro por colaborarem com o fornecimento de armas do Irã.
* AFP


