
O assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira (28) que o crime organizado é um "mal que deve ser combatido" no Brasil, mas que a intervenção é inaceitável. As informações são do g1.
A declaração ocorreu antes do anúncio do Departamento de Estado dos Estados Unidos, por meio do secretário Marco Rubio, que classificou as organizações criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.
Amorim ressaltou, no entanto, que a cooperação internacional para lidar com o tema é "bem-vinda":
— Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento sócio-econômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção, é inaceitável.
Amorim acrescentou, durante um encontro internacional sobre segurança, que classificar as facções criminosas como organizações terroristas "não ajuda".
— O crime organizado deve ser combatido com energia e determinação. Equiparar o crime organizado com terrorismo, no entanto, não ajuda. Entender as motivações é essencial para a efetividade da luta contra todos os tipos de crime.
O assessor também afirmou que o governo brasileiro tem dado "cada vez mais atenção" à política de defesa do país, aumentando investimentos em tecnologia e investindo na modernização de equipamentos para assegurar "capacidade de dissuasão".
A medida anunciada por Marco Rubio deve entrar em vigor a partir de 5 de junho. A Presidência da República e o Ministério das Relações Exteriores ainda não se manifestaram sobre o assunto.


