Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
- Irã considera que negociações não têm "sentido" -
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que os bombardeios ao Líbano após o acordo de cessar-fogo no Oriente Médio evidenciam o "descumprimento dos compromissos" por parte de Israel, o que "faz com que as negociações não tenham sentido".
"Nossos dedos continuam no gatilho", acrescentou na rede social X, na véspera das conversas previstas para este fim de semana entre Estados Unidos e Irã, com mediação do Paquistão.
- Israel pede evacuação dos subúrbios de Beirute -
O Exército israelense instou os moradores dos subúrbios do sul de Beirute, considerados um reduto do movimento libanês pró-Irã Hezbollah, a "evacuar imediatamente" a área.
Na quarta-feira, os ataques israelenses contra o Líbano deixaram 203 mortos e mais de mil feridos, segundo balanço atualizado do Ministério da Saúde libanês.
Por razões de segurança, o governo libanês decidiu proibir em Beirute armas de grupos não estatais.
- Paquistão valoriza "moderação", mas condena bombardeios no Líbano -
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e o chefe do Exército, Asim Munir, "valorizaram a moderação demonstrada por todas as partes" antes de Islamabad sediar as conversas previstas entre Irã e Estados Unidos, segundo o gabinete do líder.
No entanto, Sharif condenou posteriormente a "agressão contínua de Israel contra o Líbano".
- Irã descarta restringir seu programa de enriquecimento de urânio -
O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, descartou restringir o programa de enriquecimento de urânio do país, uma exigência fundamental dos Estados Unidos e de Israel.
Em entrevista à agência de notícias Isna, Eslami afirmou que essas exigências "não passam de desejos que permanecerão enterrados".
- Embaixada do Irã retira mensagem que anunciava chegada de delegação ao Paquistão -
A embaixada iraniana no Paquistão anunciou que uma delegação do país chegaria a Islamabad na noite desta quinta-feira para conversas planejadas com os Estados Unidos, mas posteriormente apagou a mensagem devido a um erro de "agenda", sem confirmar, nem negar a informação.
- Ao menos 14 alertas por foguetes desde a meia-noite no norte de Israel -
Pelo menos 14 alertas de foguetes soaram desde a meia-noite no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, onde o exército israelense continua em guerra aberta contra o Hezbollah.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta quinta-feira, que Israel atacará o movimento pró-Irã "onde quer que seja necessário".
- Homenagem nacional no Irã a Ali Khamenei -
Milhares de iranianos prestaram homenagem nesta quinta-feira ao ex-líder supremo Ali Khamenei, que governou o Irã por quase quatro décadas e morreu em 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos.
Seu filho, Mojtaba Khamenei, que o sucedeu no início de março, não fez nenhuma aparição pública desde então.
- Israel diz ter matado o secretário do chefe do Hezbollah -
O exército israelense anunciou que matou Ali Yusuf Harshi, secretário particular e sobrinho de Naim Qassem, chefe do Hezbollah, em um bombardeio em Beirute na quarta-feira.
- Primeiro contato telefônico entre ministros do Irã e da Arábia Saudita desde o início da guerra -
O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, conversou por telefone com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, no primeiro contato oficial entre os dois países desde o início da guerra no Oriente Médio.
- Espanha reabrirá sua embaixada em Teerã -
A Espanha reabrirá sua embaixada em Teerã, que foi fechada em março devido à guerra, anunciou o ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares.
- França e UE rejeitam pedágio em Ormuz -
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, rejeitou a ideia de uma taxa de pedágio no Estreito de Ormuz, mencionada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e afirmou que a liberdade de navegação é "um bem comum da humanidade".
Da mesma forma, a União Europeia (UE) defendeu garantias para a liberdade de navegação e afirmou que não deve haver "pagamento ou pedágio".
* AFP



