
A enfermeira Diana Sanders, 45 anos, ganhou US$ 300 mil (equivalente a cerca de R$ 1,5 milhão) em um processo contra a empresa de cruzeiros Carnival Cruise Line. Sanders entrou com a ação judicial em janeiro de 2024, após ter recebido 15 doses de tequila dos tripulantes no navio Carnival Radiance, ter caído de uma escada e se ferido.
O processo, analisado em julgamento na Flórida, nos Estados Unidos, considerou a empresa 60% culpada pelo incidente ao não proporcionar o cuidado necessário à Diana. Já ela foi considerada 40% negligente pelo próprio consumo de tequila. As informações são da CBS News.
15 doses de tequila em oito horas
Em janeiro de 2024, Diane Sanders e duas amigas estavam viajando por três dias no navio Radiance. As três mulheres pagaram por um pacote de bebidas que permitia aos passageiros o consumo de 15 bebidas alcoólicas durante o período de 24 horas. À Diane, no entanto, foram entregues os 15 shots em oito horas.
De acordo com o processo, "os tripulantes da Carnival serviram a (Sanders) aproximadamente quatorze bebidas alcoólicas em um intervalo de cerca de oito horas... devido ao seu estado de embriaguez causado por esse serviço excessivo...(ela) sofreu uma queda grave".
Diana Sanders disse à CBS News de Sacramento que estava visivelmente embriagada e que sofreu um "apagão". Ela acordou no fundo de uma escada exclusiva para a tripulação e sofreu um ferimento na cabeça. Além disso, Sanders ficou coberta de hematomas nas coxas e braços.
A empresa tinha acesso às gravações que revelavam o que aconteceu com Diane, mas ela não conseguiu ver as imagens, pois a Carnival Cruise Line não a mostrou.
— Eles me deram informações conflitantes. Me trataram como uma criminosa. Eu estava muito preocupada que eles não me contassem exatamente o que aconteceu comigo — afirmou em um vídeo postado por Spencer Aronfeld, conhecido como "o advogado dos cruzeiros" nas redes sociais.
Ainda segundo o processo, "como resultado das falsas declarações desses tripulantes, (Sanders) sofreu lesões corporais graves resultando em dor e sofrimento, incapacidade, cicatrizes, desfiguração, angústia mental, perda de independência, perda da capacidade de desfrutar a vida e despesas com hospitalização e cuidados médicos".
À CBS News, representantes da Carnival informaram que discordam do resultado da ação e que pretendem recorrer para buscar um novo julgamento.




