
Paolo Zampolli, empresário italiano radicado em Nova York e aliado de longa data de Donald Trump, está no centro de mais uma polêmica após a divulgação de declarações a contra cidadãs brasileiras. Em áudios e entrevistas recentes à imprensa italiana, o homem que apresentou Melania ao presidente dos EUA referiu-se às brasileiras como uma "raça maldita". O ataque ocorre em meio a uma disputa judicial com sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro.
Quem é Paolo Zampolli?
Embora seu nome circule nos bastidores do mercado imobiliário e da moda, Zampolli é conhecido como o grande articulador de Donald Trump. Foi Zampolli quem trouxe a então modelo eslovena Melania Knauss para os Estados Unidos nos anos 90, por meio de sua agência, a ID Models. Foi ele também quem a apresentou a Trump em uma festa durante a Fashion Week de 1998.
Atuou como embaixador da Dominica nas Nações Unidas e manteve-se como um "conselheiro informal" constante na órbita da família Trump.
O estilo Zampolli
- Conhecido pelas festas em iates e coberturas em Manhattan.
- Um homem de contatos que facilitava o acesso de Trump a modelos, investidores europeus e diplomatas.
Tensão com a Itália e a troca na Copa

A postura de Zampolli e do entorno de Trump também tem causado faíscas na Europa. Recentemente, compartilhou nas redes sociais uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, na qual admite ter sugerido que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo deste ano.
"Notícia real", escreveu Zampolli, que é nascido em Milão e vive desde os anos 1990 em território norte-americano.
A sugestão foi feita ao presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino. A Itália não se classificou para a Copa do Mundo pela terceira edição seguida.
Ainda conforme Zampolli, os quatro títulos mundiais da Itália (1934, 1938, 1982 e 2006) justificariam a inclusão da Azzurra.
O ministro italiano do Esporte classificou a ideia como "vergonhosa", expondo o abismo entre o governo italiano e a retórica de figuras como Zampolli.




