
Em fala televisionada na noite desta quarta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciou oficialmente sobre a guerra com o Irã. O republicano afirmou que os EUA atingiram quase todos os objetivos:
— Os objetivos estratégicos estão quase completos.
Trump completou que os Estados Unidos estão "no caminho certo" e que o país atacará o Irã "com força extrema" nas próximas duas a três semanas.
— Graças ao progresso que fizemos, posso dizer esta noite que estamos no caminho certo para concluir todos os objetivos militares dos Estados Unidos em breve, muito em breve — reforçou.
Estreito de Ormuz
Segundo o discurso de Donald Trump, o Irã está dizimado:
— Os Estados Unidos quase não importam petróleo pelo Estreito de Ormuz e não importarão no futuro. Não precisamos. Derrotamos e dizimamos completamente o Irã. Eles estão dizimados, tanto militar quanto civilmente — completou.
Ele também incentivou outros países a cuidarem do Estreito de Ormuz:
— Comprem petróleo dos Estados Unidos da América, temos bastante. Criem alguma coragem tardia, deveriam ter feito isso antes, deveriam ter feito isso conosco, como pedimos, vão para o estreito e simplesmente tomem, protejam, usem para vocês mesmos, o Irã foi essencialmente dizimado.
O presidente dos Estados Unidos ainda completou dizendo que o estreito "se abrirá naturalmente":
— A parte difícil já foi feita, então deve ser fácil. E, de qualquer forma, quando este conflito terminar, o estreito se abrirá naturalmente. Ele simplesmente se abrirá naturalmente. Eles vão querer poder vender petróleo porque é tudo o que eles têm para tentar reconstruir.
Carta do presidente iraniano
Mais cedo, também nesta quarta-feira, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não tem inimizade com o povo norte-americano e nem representa uma ameaça aos Estados Unidos. Pezeshkian ainda acusou Trump de enganar os próprios cidadãos.
Divulgado pela imprensa estatal iraniana nesta quarta-feira (1º), uma carta endereçada aos EUA pede que os norte-americanos questionem se Washington "está realmente colocando os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar" ou se atua "como representante de Israel". Pezeshkian afirmou, ainda, que Trump estaria disposto a lutar "até o último soldado americano".
O conflito
No dia 28 de fevereiro, em ação coordenada com Israel, os Estados Unidos bombardearam áreas do Irã. A ofensiva atingiu regiões estratégicas do país, inclusive da capital Teerã. O ataque resultou nas mortes de autoridades importantes do Irã, entre eles o aiatolá Ali Khamenei – líder supremo do país.
Estados Unidos e Israel argumentam que a ofensiva teve como objetivo retaliar a expansão do projeto de armas nucleares do Irã. Em resposta, o governo iraniano atacou países vizinhos e destruiu bases militares norte-americanos no Oriente Médio.
No dia 8 de março, a Assembleia de Especialistas do Irã escolheu Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país. Ele sucede o pai, o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o posto desde 1989. A posição representa a autoridade máxima do sistema político iraniano. A decisão marca uma mudança histórica no comando da República Islâmica.
No mesmo dia da escolha do novo líder do Irã, Trump afirmou que o próximo líder não iria "durar muito" se não obtiver sua aprovação.
Já em 9 de março, o presidente norte-americano disse que a guerra contra o Irã está "praticamente encerrada". O republicano argumentou que o Irã está enfraquecido e que sofreu grandes perdas estruturais.
