Uma menina de dois anos morreu após um desabamento em sua casa nesta quarta-feira (8) na República Dominicana, atingida por inundações que também provocaram cortes de energia, suspensão de aulas e redução da jornada de trabalho.
As autoridades emitiram alertas preventivos em 15 das 31 províncias do país devido às fortes chuvas acompanhadas por descargas elétricas que começaram na noite de terça-feira (7).
Juan Méndez, diretor do Centro de Operações de Emergência (COE) da República Dominicana, disse à imprensa que a morte da menina "está confirmada". O incidente ocorreu em Santo Domingo oeste, região metropolitana da capital.
A criança morreu quando um muro desabou em sua casa devido a um deslizamento de terra que ocorreu após horas de chuva, explicaram à AFP funcionários da Cruz Vermelha.
O presidente Luis Abinader atualizou as informações sobre os danos, divulgadas pelo COE.
"Desde a madrugada, estamos mobilizando o governo, principalmente na grande Santo Domingo, para medidas preventivas visando proteger vidas e, consequentemente, minimizar danos materiais", afirmou.
Vários veículos ficaram cobertos pela água, outro foram arrastados pelas correntes. Autoridades estimam que cerca de 250 mil famílias foram afetadas pelas inundações.
"Estamos instituindo jornada de trabalho reduzida, flexibilizando a presença de pessoas com dificuldades de deslocamento. Deve-se priorizar o trabalho remoto e manter presencialmente os serviços essenciais", informou mais cedo o ministro da Administração Pública, Sigmund Freund.
A Edesur, uma das principais companhias elétricas da ilha caribenha conhecida por suas praias paradisíacas, reportou falhas que deixaram vários setores da capital, Santo Domingo, sem fornecimento de energia.
"O sistema elétrico foi afetado por várias avarias resultantes das chuvas torrenciais que ocorreram em diferentes regiões do país", informou a empresa em um comunicado.
O metrô também interrompeu as operações em meio às inundações.
Com mais de 11 milhões de habitantes, a República Dominicana é um dos destinos mais populares do Caribe.
* AFP

