
O jovem chileno com quem Danilo Neves Pereira se encontrou em Buenos Aires antes de sua morte contou que pediu para que o professor se retirasse de seu apartamento. "Ele ficou chato e eu pedi para ele ir embora. Não houve violência. Eu simplesmente não gostei da atitude dele", escreveu o rapaz a um amigo do brasileiro.
Em 14 de abril, dia em que desapareceu, Pereira compartilhou com amigos que iria a um encontro com uma pessoa que conheceu por meio de um aplicativo. Após não responder mais às mensagens e nem compartilhar nada nas redes sociais, os amigos e familiares se mobilizaram para tentar localizá-lo.
A TV Anhanguera, afiliada da Globo, teve acesso às mensagens trocadas entre o amigo do brasileiro e o jovem chileno. Ele descreveu o comportamento do professor de inglês como "bipolar ou paranoico". "Ele se vestiu e saiu. Acompanhei-o até a porta. Fora da minha casa, há muita segurança", completou o rapaz.
O Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires está em contato com as autoridades locais. "No momento, está em curso o processo de autópsia e reconhecimento", informou ao g1 em nota. A Divisão de Pessoas Desaparecidas da Polícia de Buenos Aires investiga o caso e analisa imagens de câmeras de segurança da região.
Relembre o caso
O professor brasileiro Danilo Neves Pereira, 35 anos, foi encontrado morto na segunda-feira (20) em Buenos Aires, na Argentina. Ele estava internado no Hospital Ramos Mejía.
Pereira não era visto desde 14 de abril, quando relatou, por mensagens a alguns amigos, que havia saído para um encontro. O brasileiro morreu na quarta-feira (15), mas ainda não havia sido identificado.
Quem era Danilo Neves Pereira
O brasileiro residia sozinho em Buenos Aires havia seis meses. Diego Machado, amigo de Pereira, relatou que ele defenderia a sua tese de doutorado em um mês. Ele atuou como professor de inglês durante 17 anos e também trabalhou no Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás (UFG).

