
O Irã voltou a impor neste sábado (18) restrições à navegação no Estreito de Ormuz, um dia depois de ter sinalizado a reabertura da rota.
Segundo autoridades iranianas, o controle da via foi restabelecido sob supervisão rígida das Forças Armadas do país. Teerã sustenta que a medida permanecerá em vigor enquanto os Estados Unidos mantiverem o bloqueio naval às embarcações ligadas ao Irã.
A retomada das restrições ocorre após um breve período de circulação parcial no estreito. Na manhã deste saábado (18), comboios de navios-tanque e outras embarcações ainda chegaram a cruzar a região, em um movimento que indicava uma possível normalização do tráfego. O novo anúncio, porém, devolveu o cenário à instabilidade.
O Estreito de Ormuz é uma das principais artérias do comércio global de energia. Antes do agravamento da crise, a rota concentrava parcela expressiva do fluxo mundial de petróleo. Nas últimas semanas, o fechamento de fato da passagem pressionou os preços da commodity e ampliou o temor de impactos sobre o abastecimento e os mercados internacionais.
Do lado iraniano, a justificativa é de que a flexibilização recente havia sido feita de boa-fé, mas acabou revertida diante da manutenção da pressão militar americana. Já os Estados Unidos mantêm a posição de que o bloqueio seguirá em vigor até a conclusão das negociações com Teerã.

O impasse se insere em uma crise mais ampla, marcada pelo conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel e por tentativas de mediação internacional. As conversas seguem cercadas de incerteza, especialmente por divergências em torno do programa nuclear iraniano, hoje o principal ponto de atrito entre as partes.
Nos bastidores, a expectativa é de que novas rodadas de negociação possam ocorrer nos próximos dias, embora ainda sem garantias concretas.