
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou que uma delegação do país estará no Paquistão nesta segunda-feira (20) para tentar negociar um acordo de paz com o Irã. No entanto, o país do Oriente Médio não confirmou presença no encontro.
— Embora se declarem a favor da diplomacia e se mostrem dispostos a negociar, os Estados Unidos estão adotando atitudes que não denotam, em absoluto, seriedade no momento de levar adiante um processo diplomático — declarou Esmail Baqai, porta-voz do ministério das relações exteriores do Irã.
Trump tenta pressionar o adversário a aceitar o acordo proposto pelos Estados Unidos. O republicano argumenta que o governo iraniano está perdendo US$ 500 milhões por dia com o Estreito de Ormuz fechado, enquanto os "Estados Unidos não perdem nada".
"Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável e espero que eles o aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã", escreveu em publicação na rede Truth Social no domingo (19).
A mensagem de Trump ao Irã seguiu em tom de ameaça. "Se não aceitarem o acordo, será uma honra para mim fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito com o Irã por outros presidentes nos últimos 47 anos. É hora de acabar com a máquina de matar do Irã!", concluiu.
Até o momento, não há confirmação se a rodada de negociações anunciada por Trump será realizada nesta segunda-feira.
Veja a publicação de Donald Trump
Ataque a navio
Um cargueiro iraniano foi alvo de ataques dos Estados Unidos no domingo. Conforme Trump, a embarcação tentou passar pelo bloqueio naval norte-americano no Golfo de Omã — pouco antes do Estreito de Ormuz.
De acordo com Trump, um "buraco" foi aberto na casa de máquinas da embarcação, conhecida como Touska, após o navio desobedecer a uma ordem de parada da Marinha dos Estados Unidos.





