
O conflito no Oriente Médio chegou ao terceiro dia nesta segunda-feira (2). O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o Irã não pode e "nunca" terá armas nucleares. A afirmação foi dada em coletiva no Pentágono.
Ele classificou o regime de Teerã como "insano" e lembrou que o governo iraniano jurou morte aos americanos, mas "recebeu morte feita por americanos" na operação "Fúria Épica".
— O Irã estava construindo um escudo para suas ambições nucleares. Se eles estivessem construindo armas nucleares para a paz, não precisavam esconder de forma tão subterrânea — afirmou.
Segundo Hegseth, o país não sofreu uma guerra de mudança de regime, mas o regime "de fato" mudou.
Hegseth afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, coloca a América e os americanos em primeiro lugar, como ocorreu na decisão de ofensiva de Washington contra Teerã. Ele disse esperar que os iranianos aproveitem a situação para alterar o governo e alertou as forças de segurança iranianas: "Escolham com sabedoria".
— Nossas ambições sobre o Irã não são utópicas, são reais. Vamos encerrar esses ataques apenas sob os termos de Trump, de mais ninguém. Vamos encerrar isso sob as condições de América em primeiro lugar — acrescentou.
Ataque ao Irã
Também presente na coletiva, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, afirmou que a operação no Irã levará algum tempo para ser concluída. Segundo ele, a crise em curso no Oriente Médio não se resolve em uma única noite.
Conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos
Os ataques ao Irã por parte dos Estados Unidos e de Israel começaram no sábado (28), com bombardeios em Teerã, capital iraniana. Em retaliação, o país disparou contra instalações militares dos Estados Unidos em países árabes do Golfo, e explosões foram ouvidas em Jerusalém. Segundo Donald Trump, 48 líderes iranianos teriam morrido na ofensiva, entre eles o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.
Os ataques continuam de todos os lados. Na noite de domingo (1º), 31 pessoas morreram em um bombardeio israelense em Beirute, capital do Líbano. Segundo autoridades israelenses, a ofensiva foi uma resposta ao Hezbollah, que teria disparado contra o norte de Israel em retaliação à morte do líder supremo do Irã.
Já o Irã atingiu uma base aérea britânica no Chipre, também na noite de domingo. De acordo com autoridades cipriotas, o impacto provocou apenas danos materiais de pequena proporção e não houve registro de feridos.
O presidente dos Estados Unidos já afirmou, em mensagem divulgada nas redes sociais, que a ofensiva americana deve continuar até que todos os objetivos militares estabelecidos sejam alcançados.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irã em consequência da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel iniciada no sábado, afirmou nesta segunda-feira (2) o Crescente Vermelho (equivalente à Cruz Vermelha) do país.
"Após os ataques terroristas sionista-americanos executados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até agora e, lamentavelmente, 555 dos nossos compatriotas morreram", afirmou o grupo humanitário em uma mensagem no Telegram.












