Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
- Explosões em Teerã -
Três explosões sacudiram a capital iraniana, Teerã, na noite desta terça-feira (10), constataram jornalistas da AFP. Não havia informação imediata sobre os alvos.
- Petroleiro em Ormuz -
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, apagou nesta terça-feira uma mensagem que havia publicado poucos minutos antes, na qual anunciava que a Marinha dos Estados Unidos havia escoltado um petroleiro para que pudesse atravessar o Estreito de Ormuz.
Mais tarde, a Casa Branca declarou que os Estados Unidos não escoltaram nenhum petroleiro no Estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, por sua vez, que nenhum navio dos Estados Unidos "ousou" se aproximar dessa passagem estratégica.
- Socorristas mortos no Líbano -
O Comitê Islâmico de Socorro, vinculado ao Hezbollah, afirmou que 15 de seus socorristas morreram em ataques israelenses desde o início da guerra.
- Irã ataca alvos em Israel -
O Irã afirmou nesta terça-feira que "as forças terrestres do exército, utilizando drones de ataque, atingiram um centro militar em Haifa e o centro de recepção de informações de satélites espiões" em Israel.
- "Olho por olho" -
O presidente do Parlamento iraniano, o influente Mohammad-Bagher Ghalibaf, prometeu uma resposta "olho por olho, dente por dente" a qualquer ataque contra a infraestrutura do país.
"Que o inimigo saiba que, faça o que fizer, haverá sem dúvida uma resposta proporcional e imediata", escreveu no X.
- Especialistas ucranianos em drones -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, disse que enviará especialistas militares nesta semana ao Catar, aos Emirados Árabes Unidos e à Arábia Saudita, com o objetivo de compartilhar sua experiência no abatimento de drones iranianos.
- 30 detidos por espionagem no Irã -
Trinta pessoas foram detidas no Irã por suposta espionagem, entre elas um estrangeiro, cuja nacionalidade não foi revelada, que "espionava para dois países do Golfo, em nome do inimigo americano-sionista", anunciou o Ministério da Inteligência iraniano.
- Reservas estratégicas -
A Agência Internacional de Energia (AIE) convocou uma "reunião extraordinária" de seus países membros para avaliar se decidem recorrer às reservas estratégicas para conter a alta dos preços do petróleo.
Seu diretor, Fatih Birol, afirmou que, além "dos desafios que o trânsito pelo Estreito de Ormuz representa, a produção de petróleo se reduziu consideravelmente".
EUA promete o dia "mais intenso" de bombardeios -
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse que os ataques contra o Irã se intensificarão nesta terça-feira, com os bombardeios mais fortes desde o começo da guerra em 28 de fevereiro.
"Hoje voltará a ser o nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irã", declarou Hegseth em uma coletiva de imprensa no Pentágono.
- "Cuidado para não ser eliminado!" -
O chefe do Conselho Superior de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que não têm medo das "ameaças vazias" do presidente americano, Donald Trump, que prometeu atingir "muito duramente" Teerã se bloquearem o tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
"O Irã não se assusta com suas ameaças vazias. Outros mais poderosos que você tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Cuidado você para não ser eliminado!", publicou Larijani no X.
Explosões em Doha -
Jornalistas da AFP ouviram explosões em Doha, a capital do Catar, onde as autoridades informaram a interceptação de um míssil e instaram a população a permanecer em casa e se afastar das janelas.
- Bombardeios israelenses em Beirute e Tiro -
O exército israelense bombardeou os subúrbios de Beirute e as proximidades da cidade costeira libanesa de Tiro, segundo fontes israelenses e libanesas, no âmbito de sua campanha contra o grupo libanês pró-iraniano Hezbollah.
Mais de 100 mil deslocados no Líbano em um dia -
As Nações Unidas estimam que mais de 100 mil pessoas foram obrigadas a se deslocar dentro do Líbano em apenas 24 horas.
O governo libanês afirmou que quase 760 mil pessoas se registraram como deslocadas desde o início da guerra entre Israel e o grupo pró-iraniano Hezbollah.
- Consequências "catastróficas" no mercado de petróleo -
O presidente da petrolífera saudita Aramco, Amin H. Nasser, advertiu que "quanto mais durar" a guerra, "mais catastróficas serão as consequências para os mercados petrolíferos mundiais" e "para a economia global".
Na mesma linha, o Ministério das Relações Exteriores do Catar advertiu que os ataques contra infraestruturas energéticas estabelecem "um precedente perigoso" e "terão repercussões em todo o mundo".
- Petróleo cai -
O barril de Brent do mar do Norte, assim como o West Texas Intermediate (WTI), caiu ao longo de toda a jornada e essa tendência se acelerou, recuando mais de 15% após o anúncio apagado do secretário de Energia dos Estados Unidos, posteriormente eliminado.
- "Ainda não terminamos" -
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que seu ataque está "quebrando os ossos" do regime iraniano. Mas "ainda não terminamos", advertiu.
* AFP




