Seguem abaixo os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:
- Primeiros ataques após a nomeação do novo líder -
O Irã anunciou nesta segunda-feira o lançamento das primeiras salvas de mísseis contra Israel desde que Mojtaba Khamenei foi nomeado no domingo como novo líder supremo do país, em substituição a seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.
O canal estatal Irib anunciou os ataques e exibiu imagens da fuselagem de um projétil com a frase "Às suas ordens, Seyyed Mojtaba", uma referência religiosa xiita.
O Exército de Israel anunciou em um comunicado "uma nova onda de ataques contra a infraestrutura do regime de terror iraniano no centro do Irã".
- Israel e Hezbollah se enfrentam no leste do Líbano -
O movimento islamista Hezbollah anunciou confrontos com forças israelenses que chegaram de helicóptero ao leste do Líbano, na segunda incursão na região desde o início da guerra.
O Hezbollah afirmou em um comunicado que seus combatentes enfrentaram os soldados israelenses, que chegaram em quase 15 helicópteros. A agência nacional de notícias libanesa ANI relatou "combates sangrentos" no leste do país.
- Civis feridos e edifícios atingidos por ataque iraniano no Bahrein -
O Ministério da Saúde do Bahrein informou que 32 civis ficaram feridos em um ataque noturno iraniano com drones contra a ilha de Sitra. Todos os feridos são cidadãos do Bahrein e quatro pessoas são consideradas "casos graves", incluindo crianças, segundo o ministério.
Horas depois, um bombardeio iraniano contra a instalação petrolífera de Al Ma'ameer, no Bahrein, provocou um incêndio e danos materiais, informou no X a Bahrain News Agency.
- Arábia Saudita condena ataques iranianos -
A Arábia Saudita condenou nesta segunda-feira os ataques iranianos contra países do Golfo e afirmou que "não podem ser aceitos nem justificados sob nenhuma circunstância", segundo um comunicado divulgado no X.
Desde o início da guerra, o Irã lançou ataques contra países da região aliados dos Estados Unidos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Bahrein.
- Preço do barril de WTI supera 118 dólares -
O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, superou nesta segunda-feira a cotação de 118 dólares, uma alta de mais de 30% no mercado asiático.
O Brent do Mar do Norte, referência internacional, subia mais de 27%, a 118,22 dólares o barril.
- Turquia mobiliza caças -
O Ministério da Defesa da Turquia anunciou nesta segunda-feira a mobilização de seis caças F-16 para o Chipre do Norte, a parte do país reconhecida apenas por Ancara, uma semana após a ilha ter sido alvo de um ataque com drones.
- Nomeação de líder iraniano é assunto interno, diz China -
A China afirmou que a decisão de nomear Mojtaba Jamenei como novo líder supremo iraniano é um assunto interno e "uma decisão da parte iraniana baseada na sua Constituição", segundo o porta-voz da diplomacia Guo Kiakun.
O porta-voz acrescentou que Pequim se opõe a um ataque contra o novo guia supremo, como já ameaçou Israel.
- Sete militares americanos mortos -
O Comando Central dos Estados Unidos anunciou a morte de um militar que havia ficado ferido em um ataque iraniano em 1º de março, o que eleva para sete o número de baixas americanas em combate desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
- Irã ameaça instalações de petróleo -
O Exército do Irã advertiu que atacará instalações petrolíferas na região se Israel continuar os bombardeios contra sua infraestrutura energética, após um bombardeio no domingo contra quatro depósitos e um centro logístico que deixou Teerã na escuridão em plena luz do dia.
"Se podem tolerar que o petróleo suba para mais de 200 dólares por barril, continuem com esse jogo", declarou o porta-voz do comando militar central do Irã, Ebrahim Zolfaghari.
- Irã pronto para 'ao menos seis meses de guerra intensa' -
"As Forças Armadas da República Islâmica do Irã são capazes de sustentar ao menos seis meses de guerra intensa no ritmo atual", declarou o porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Fars.
* AFP




