
O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que afeta também outros países do Oriente Médio e a economia de todo o mundo, chegou nesta quarta-feira (11) ao 12º dia. Nesta data, correram rumores de que o novo líder iraniano foi ferido, houve intensos ataques de ambos os lados e o conflito foi debatido no Conselho de Segurança da ONU.
Principais fatos desta quarta
Mojtaba Khamenei está vivo?
Autoridades iranianas garantem que o líder supremo do país, o aiatolá Mojtaba Khamenei, está vivo. Os relatos sobre a condição de saúde ele, no entanto, variam.
Fontes ouvidas por jornalistas indicam que ele teve ferimentos no ataque em que o pai e antecessor na liderança do país morreu, no começo do conflito, em 28 de fevereiro. A CNN internacional diz que Khamenei teve uma fratura no pé e outros ferimentos de menor gravidade.
Eleito no dia 8, ele ainda não fez qualquer manifestação pública, nem mesmo por vídeo. Yousef Pezeshkian, filho do presidente do Irã, afirmou nesta quarta que Khamenei "está bem", enquanto o embaixador iraniano no Chipre, Alireza Salarian, afirmou que "acredita" que o líder esteja hospitalizado.
ONU pede que Irã cesse ataques
O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta quarta-feira (11) uma resolução que exige que o Irã cesse imediatamente seus ataques contra os países do Golfo, por violarem o direito internacional e representarem uma "grave ameaça à paz e à segurança internacionais".
A resolução, aprovada por 13 votos a favor e duas abstenções, "exige a cessação imediata de todos os ataques da República Islâmica do Irã contra Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia".
Também condena "toda ação ou ameaça" do Irã "destinada a fechar, obstruir ou interferir de qualquer maneira na navegação internacional no Estreito de Ormuz", estratégico para o transporte mundial de petróleo e gás natural.
Ataques continuam de ambos os lados
Novamente, os líderes de Estados Unidos e Israel tiveram discursos contraditórios sobre as perspectivas de conclusão dos ataques ao Irã. O presidente norte-americano Donald Trump voltou a afirmar que a guerra pode acabar em breve, porque "praticamente não resta nada para atacar" no Irã. O porta-voz militar de Israel, Effie Defrin, por sua vez, disse que seu exército ainda tem "uma ampla lista de alvos" no Irã e que intensificará as operações.
O Irã atacou vários navios no Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo, e assegurou que está preparado para uma guerra longa que "destruirá" a economia mundial.
Uma série de fortes explosões sacudiu Beirute, a capital do Líbano, depois que o exército israelense anunciou que está atacando com "grande força" a periferia sul da cidade, um reduto do Hezbollah. Segundo o governo do Líbano, a guerra forçou o deslocamento de cerca de 800 mil pessoas até agora.
Reservas de petróleo
Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram por unanimidade liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas para o mercado, a maior liberação da história da instituição, anunciou a AIE. O objetivo é conter a alta de preços do produto, que ameaça a economia global.
Copa do Mundo
Nesta quarta, o ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou que a seleção do país não deve participar da Copa do Mundo de futebol, prevista para ocorrer entre junho e julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
— Considerando que este regime corrupto (os Estados Unidos) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo — declarou Donyamali à TV estatal iraniana.


