
A Assembleia de Especialistas, órgão responsável por escolher o próximo líder supremo do Irã, alcançou um consenso majoritário neste domingo (8) sobre quem deve suceder o aiatolá Ali Khamenei, morto em um bombardeio de Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro, no início da ofensiva contra o país.
A informação foi compartilhada por membros da entidade em entrevista à agência de notícias Mehr. O nome do escolhido, contudo, não foi anunciado.
"A votação para designar o guia aconteceu, e o guia foi eleito", declarou Ahmad Alamolhoda, um dos membros da instância clerical.
O cargo em debate é vitalício e o de maior autoridade política e religiosa no Irã. O líder supremo é quem tem a palavra final sobre todos os assuntos de Estado, da política externa à segurança interna.
— O candidato mais apropriado, aprovado pela maioria da Assembleia de Especialistas, foi designado — disse Mohsen Heydari, representante da província do Khuzistão, segundo a agência de notícias Isna.
Outro membro da assembleia, Mohamad Mehdi Mirbagheri, confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars que foi adotada uma "opinião firme, que reflete a posição majoritária".
Entre os favoritos para suceder o ex-líder supremo está o filho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, que atuou ao lado do pai por anos e já era apontado como um possível sucessor. Na última terça (3), o canal de TV Iran International chegou a divulgar que Mojtaba havia sido o escolhido pela cúpula do regime.
Khamenei morreu em 28 de fevereiro, após um bombardeio conduzido por Estados Unidos e Israel em Teerã. O ataque matou também militares e integrantes do alto escalão do regime iraniano e desencadeou uma escalada do conflito no Oriente Médio.
Sucessão no Irã
A escolha do sucessor cabe à Assembleia dos Especialistas (Assembleia dos Peritos). O órgão é composto por 88 clérigos profundamente conhecedores da lei islâmica, eleitos por voto popular a cada oito anos.
Essa assembleia tem a função de nomear, supervisionar e, legalmente, até destituir o líder supremo. No entanto, o processo é controlado: apenas clérigos podem concorrer à Assembleia, e a lista de candidatos precisa ser aprovada pelo Conselho de Guardiães.



