
A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou nesta segunda-feira (2) a autoria de um ataque com mísseis contra o gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o quartel-general do comandante da Força Aérea de Israel.
"O gabinete do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e a sede do comandante da força aérea do regime foram atacados", afirmou o exército ideológico da República Islâmica em um comunicado divulgado pela agência de notícias Fars.
Mais cedo, o Irã já havia anunciado o lançamento de mísseis contra edifícios governamentais de Israel em Tel Aviv e contra instalações militares e de segurança em Haifa e em Jerusalém Oriental.
"Entre os alvos da 10ª onda, ocorreu um bombardeio ao complexo governamental do regime sionista em Tel Aviv, ataques contra centros militares e de segurança de Haifa e um bombardeio em Jerusalém Oriental", afirma o comunicado.
Até a última atualização deste texto, o governo de Israel ainda não havia se manifestado sobre o ataque. Por volta das 11h30min (horário de Brasília), Netanyahu foi visto ao vivo visitando áreas atacadas do país em imagens da Globo News.
Ataque ao Irã
Conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos
Os ataques ao Irã por parte dos Estados Unidos e de Israel começaram no sábado (28), com bombardeios em Teerã, capital iraniana. Em retaliação, o país persa disparou contra instalações militares dos Estados Unidos em países árabes do Golfo, e explosões foram ouvidas em Jerusalém. Segundo Donald Trump, 48 líderes iranianos teriam morrido na ofensiva, entre eles o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.
Os ataques continuam de todos os lados. Na noite de domingo (1º), 31 pessoas morreram em um bombardeio israelense em Beirute, capital do Líbano. Segundo autoridades israelenses, a ofensiva foi uma resposta ao Hezbollah, que teria disparado contra o norte de Israel em retaliação à morte do líder supremo do Irã.
Já o Irã atingiu uma base aérea britânica no Chipre, também na noite de domingo. De acordo com autoridades cipriotas, o impacto provocou apenas danos materiais de pequena proporção e não houve registro de feridos.
O presidente dos Estados Unidos já afirmou, em mensagem divulgada nas redes sociais, que a ofensiva americana deve continuar até que todos os objetivos militares estabelecidos sejam alcançados.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irã em consequência da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel iniciada no sábado, afirmou nesta segunda-feira (2) o Crescente Vermelho (equivalente à Cruz Vermelha) do país.
"Após os ataques terroristas sionista-americanos executados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até agora e, lamentavelmente, 555 dos nossos compatriotas morreram", afirmou o grupo humanitário em uma mensagem no Telegram.













