Um grupo de hackers vinculado ao Irã reivindicou a responsabilidade, nesta quarta-feira (11), por um ataque cibernético massivo contra a gigante americana de tecnologia médica Stryker, em retaliação aos ataques militares contra o Irã.
O ataque destruiu mais de 200 mil sistemas e extraiu 50 terabytes de dados, afirmou o grupo de hackers Handala em um comunicado. "Nossa grande operação cibernética foi um sucesso completo", acrescentou, especificando que realizou o ataque cibernético em resposta ao "ataque brutal à escola de Minab".
As interrupções começaram pouco depois das 1h00 (horário de Brasília) desta quarta-feira, segundo o The Wall Street Journal, que citou fontes familiarizadas com o assunto.
O grupo alegou que o ataque afetou os escritórios da Stryker em 79 países e que todos os dados roubados estão "nas mãos dos povos livres do mundo".
"Este é apenas o começo de um novo capítulo na guerra cibernética", acrescentou Handala, que ameaçou diretamente "líderes sionistas e seus grupos de lobby".
Fundada em Kalamazoo (Michigan), a Stryker é uma gigante global de dispositivos médicos com aproximadamente 56.000 funcionários e receita projetada de US$ 25,12 bilhões em 2025 (cerca de R$ 138 bilhões, na cotação da época). Fabrica desde implantes ortopédicos e instrumentos cirúrgicos até camas hospitalares e sistemas de cirurgia robótica.
Handala anunciou posteriormente que também havia realizado um ataque contra a Verifone, empresa especializada em pagamentos eletrônicos.
* AFP
