
Os governos dos Estados Unidos e do Equador deram início a uma série de operações militares coordenadas contra organizações classificadas como terroristas em território equatoriano. Conforme O Globo a informação foi divulgada pelo Pentágono.
De acordo com autoridades americanas, integrantes das Forças Especiais dos EUA atuam como conselheiros das tropas locais, auxiliando no planejamento estratégico, no compartilhamento de inteligência e no suporte logístico.
Segundo um funcionário do governo norte-americano ouvido sob condição de anonimato, os militares dos EUA não participam diretamente dos confrontos, mas acompanham e orientam as ações realizadas pelos comandos equatorianos.
Em comunicado, o Comando Sul dos Estados Unidos afirmou que as iniciativas refletem o compromisso conjunto de países da América Latina e do Caribe no enfrentamento ao narcoterrorismo.
Um vídeo divulgado pelo órgão mostra um helicóptero militar sobrevoando uma área não identificada e realizando o transporte de soldados, em imagens descritas como parte das primeiras operações da nova fase de cooperação. Confira abaixo.
O Equador tem se consolidado como parceiro estratégico de Washington desde o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA, em 2025. A atual administração intensificou a ofensiva contra o tráfico de drogas na América Latina, incluindo ações contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico Oriental.
Desde setembro, segundo dados citados pela imprensa internacional, ao menos 150 pessoas morreram em 44 ataques contra barcos que o governo americano alega estarem envolvidos com o transporte de entorpecentes — acusações que, segundo críticos, não foram acompanhadas de provas públicas.
Especialistas em direito internacional questionam a legalidade dessas operações, argumentando que o uso da força letal não pode ter como alvo civis que não representem ameaça iminente, mesmo que sejam suspeitos de crimes.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, tem defendido uma política de endurecimento contra cartéis e grupos armados, em meio ao aumento recorde de homicídios no país. Após reunião com o chefe do Comando Sul, general Francis L. Donovan, em Quito, Noboa declarou nas redes sociais que o país inicia “uma nova etapa” no combate ao narcoterrorismo e à mineração ilegal, prometendo ampliar operações conjuntas com aliados regionais.
O Equador, embora não seja produtor de cocaína, funciona como rota estratégica para o escoamento da droga proveniente da Colômbia e do Peru. A intensificação da cooperação militar ocorre em um contexto de crescente preocupação regional com a atuação de grupos criminosos transnacionais e com a segurança das fronteiras.



