
A guerra envolvendo Irã, Israel, Estados Unidos e aliados no Oriente Médio ganha novos episódios de violência e ameaças de escalada nos últimos dias, com bombardeios, ataques com drones e declarações de líderes políticos e militares.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à emissora NBC News que o envio de tropas terrestres ao Irã seria uma “perda de tempo”. Segundo ele, o país persa já teria “perdido tudo” no atual cenário do conflito.
No território iraniano, várias pessoas morreram após um ataque com mísseis atingir a cidade de Shiraz, no sul do país. A informação foi divulgada pela agência estatal IRNA, em uma rara confirmação oficial de vítimas civis em províncias iranianas durante a guerra.
Além disso, a televisão estatal IRIB relatou múltiplas explosões na capital Teerã. Segundo o Exército israelense, os ataques fazem parte de uma ofensiva “em grande escala” contra a infraestrutura do regime iraniano, as informações foram divulgadas pela AFP.
Os combates também se intensificaram no Líbano. De acordo com a agência oficial Agência Nacional de Notícias do Líbano, forças israelenses bombardearam diversas localidades no sul do país durante a noite, além da região de Baalbek pela manhã.
O governo israelense determinou que suas tropas ampliem a presença militar na fronteira e avancem no território libanês. Segundo autoridades libanesas, os ataques israelenses já deixaram ao menos 123 mortos e 683 feridos desde o início das operações recentes.
Hezbollah e Irã ampliam ataques
O grupo armado Hezbollah afirmou ter lançado foguetes e disparos de artilharia contra posições do Exército israelense próximas à fronteira. O movimento também pediu que moradores de localidades israelenses situadas a menos de cinco quilômetros da linha divisória deixem a região.
Já a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou que lançou drones e mísseis em direção a Tel Aviv. A televisão estatal iraniana também afirmou que drones do grupo atingiram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, posicionado no Golfo.
A guerra também afeta países da região do Golfo. Autoridades do Bahrein informaram que ataques iranianos atingiram um hotel e prédios residenciais na capital Manama, provocando danos materiais, mas sem confirmação de mortes.
A Arábia Saudita declarou ter interceptado três mísseis direcionados à base aérea Príncipe Sultão, que abriga militares americanos, além de vários drones. Já o Catar afirmou ter repelido um ataque de drones contra uma base dos Estados Unidos em seu território.
No Iêmen, o líder dos rebeldes houthis, Abdul Malik al-Houthi, afirmou que o grupo apoiado pelo Irã está pronto para atacar a qualquer momento, caso considere necessário.
Enquanto isso, o chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, declarou que o confronto com o Irã entrou em uma “nova fase” e prometeu novas ações militares contra a república islâmica.
Em meio ao aumento da tensão, o governo do Japão informou que um segundo cidadão japonês foi detido no Irã e pediu sua libertação imediata.
Já o Sri Lanka anunciou ter assumido o controle de um navio de guerra iraniano cuja tripulação havia sido retirada da embarcação dias antes, após ataques dos Estados Unidos contra outra fragata do país.
Na quarta-feira (4), um submarino dos Estados Unidos atacou e afundou um navio de guerra do Irã no Oceano Índico, a milhares de quilômetros do Golfo Pérsico.
De acordo com informações da Marinha e do Ministério da Defesa do Sri Lanka, 87 pessoas morreram na ação.
Outras 32 foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico em um hospital.