
Um ataque com drone atingiu, na noite de domingo (1º), a base aérea britânica de Akrotiri, no Chipre. A autoria da ação ainda não foi confirmada. De acordo com autoridades cipriotas, o impacto provocou apenas danos materiais de pequena proporção e não houve registro de feridos.
Conforme informações publicadas pelo g1, o governo do Chipre confirmou que o artefato não tripulado atingiu a área da base mantida pelo Reino Unido no sul da ilha. Um alerta de segurança foi enviado a moradores das proximidades recomendando que permanecessem em casa até nova orientação, diante da possibilidade de novos incidentes.
Um porta-voz do governo local declarou que diferentes fontes indicaram se tratar de um drone, responsável por prejuízos considerados limitados. O Reino Unido mantém soberania sobre duas áreas militares no território cipriota, integrante da União Europeia. A base da RAF Akrotiri ocupa uma extensa península e é estratégica para operações britânicas no Mediterrâneo Oriental. O último ataque direto ao local havia ocorrido na década de 1980.
A tensão regional também envolve a atuação dos Estados Unidos a partir de estruturas militares britânicas. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que autorizou o uso dessas bases por forças americanas para ações classificadas como defensivas, com o objetivo de neutralizar mísseis iranianos. Ele ressaltou, contudo, que seu país não participará de ofensivas contra o Irã e defendeu uma solução negociada para o conflito.
Em declaração anterior conjunta, Alemanha, França e Reino Unido sinalizaram disposição para adotar medidas de defesa caso seus interesses ou aliados no Golfo sejam ameaçados.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump declarou à revista The Atlantic que a liderança iraniana demonstrou interesse em retomar negociações e que concordou em dialogar. Apesar disso, evitou detalhar quando o contato deve ocorrer e reconheceu que o cenário permanece instável, classificando a situação como “muito perigosa”.
