
Em publicação em rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl, na noite deste domingo (8). Sem citar o nome do artista, o republicano chamou o show de "bagunça".
"Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência", disse na postagem.
"Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante", continuou.
"Esse 'show' é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias".
A apresentação de Bad Bunny integrou a grande final da liga de futebol americano — um dos programas com a maior audiência da TV dos Estados Unidos. Neste ano, o jogo foi realizado no Levi's Stadium, na Califórnia, com a disputa entre New England Patriots e Seattle Seahawks, vencedor do campeonato.
Como foi o show
A língua espanhola predominou pela primeira vez no icônico show do intervalo do Super Bowl. Bad Bunny dominou o palco montado no gramado e levantou as arquibancadas do Levi's Stadium com seus principais sucessos.
O vencedor do Grammy de melhor álbum de 2025 e artista mais escutado do mundo no Spotify nos anos de 2020, 2021, 2022 e 2025, apresentou-se durante 13 minutos, com exaltação da América Latina. Bunny fez questão de dizer o nome de todos os países que fazem parte da América, incluindo o Brasil.
O artista porto-riquenho iniciou o show com Tití Me Preguntó, do álbum Un Verano Sin Ti. Sucessos como Monaco e Neavayou levantaram o público.
A apresentação contou ainda com a presença surpresa de Lady Gaga e Ricky Martin, conterrâneo de Bunny.
O show do intervalo
O show foi criado para manter o público atento, mesmo no intervalo, e garantir o faturamento publicitário nesse evento de altíssima audiência da TV americana. Mais de 100 milhões de telespectadores estadunidenses são registrados na audiência da apresentação, sendo um dos eventos musicais mais assistidos do mundo.
Neste ano, o Super Bowl ocorre em meio à onda de manifestações contra o ICE, após mortes causadas pela agência de imigração em Mineapolis, Minnesota.

