
Ao tratar da agenda do Conselho de Paz criado por ele, presidente Donald Trump anunciou nesta terça-feira (19) que os EUA contribuirão com US$ 10 bilhões para a iniciativa que prevê a criação de um fundo multibilionário para reconstruir o território palestino.
— Parece muito, mas é um valor bem pequeno. Duas semanas de guerra, em média — afirmou, ao defender que a diplomacia é menos custosa do que conflitos armados prolongados.
De acordo com o presidente, mais de US$ 7 bilhões já foram destinados aos esforços de apoio humanitário em Gaza, enquanto a ONU estaria levantando US$ 2 bilhões adicionais para apoio ao território palestino. Ele disse ainda que nações participantes estão contribuindo para manter a paz na região e que o Japão sediará um evento de arrecadação de ajuda, enquanto a Noruega organizará um encontro ligado ao Conselho.
Trump também declarou que Gaza "não é mais um reduto de radicalismo e terror", afirmando estar comprometido com a construção de um território "adequadamente governado". — Não acho que será necessário enviar soldados para lutar — disse.
O líder americano citou ainda a Fifa como colaboradora na mobilização de US$ 75 milhões para projetos ligados ao futebol em Gaza. O presidente da instituição, Gianni Infantino, estava presente.
Em relação às críticas de que o conselho pode rivalizar com organismos multilaterais, Trump disse que a ONU "tem grande potencial que não foi cumprido" e prometeu que deve fortalecer as Nações Unidas para "garantir que ela (ONU) seja viável".
Sobre reconhecimento internacional, disse que "não se importa" com o Prêmio Nobel da Paz: — Quero salvar vidas — afirmou.
Reunião do Conselho de Paz
A primeira reunião do Conselho de Paz reuniu representantes de mais de 40 países, entre eles Argentina, Hungria, Paraguai, Japão, Catar e Egito, com foco na reconstrução de Gaza e na formação de uma força internacional de estabilização. Apesar da agenda formal, a reunião teve tom de autopromoção, com Trump destacando resoluções de guerra que diz ter impulsionado e defendendo o Conselho como alternativa mais eficaz aos "velhos métodos" multilaterais.
O presidente dos EUA afirmou que "boas conversas estão acontecendo com o Irã", mas elevou o tom ao advertir que é preciso "um acordo significativo, ou então coisas ruins acontecerão", pois segundo ele, os EUA poderão "ir um passo além" caso não haja avanços.
Durante o discurso, Trump reiterou que o Irã não pode ter arma nuclear e acrescentou que "a paz no Oriente Médio não será mantida" se o país persa tiver esse tipo de armamento sob sua posse.



