
É com preocupação que a família de Maximiano Fernandes acompanha a situação do porto-alegrense nos Estados Unidos. O gaúcho foi detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) no dia 28 de janeiro, em sua cafeteria em Stow, no estado de Massachusetts.
Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta sexta-feira (6), Milca Fernandes, tia de Maximiano, explica que a situação é "complexa" porque o sobrinho tem filhas trigêmeas nascidas nos Estados Unidos e residente no país há anos. Segundo ela, a família acompanha o caso com "apreensão".
— Tem todo um enredo nessa história que ainda precisa ser resolvido, né? Porque não podem deportar ele, assim, de qualquer forma. Ele tem uma família, tem um trabalho, residência fixa, e, inclusive, as filhas são de origem (norte) americana — declarou ao Gaúcha Atualidade.
Segundo Milca, Maximiano, que vive há 15 anos nos Estados Unidos, vivia com um visto provisório e estava em processo de regularização para obter um definitivo. No entanto, ela diz não saber se o documento estava em dia e seguia válido.
A esposa do gaúcho, também brasileira, passou pelo mesmo processo recentemente e regularizou sua situação.
— Me parece que com ela está tudo legal, porque assim como ele estava esperando, o dela saiu primeiro e o dele ainda estava pendente, ainda é provisório — explicou.
Abordagem e relação com o RS
Milca também revelou que a família ainda não sabe se a abordagem a Maximiano foi filmada. O gaúcho é sócio de uma cafeteria em Stow, Massachusetts, onde foi detido.
— Eu creio que nem poderia ter sido filmada (a abordagem) — disse.
Com residência fixa nos Estados Unidos há pelo menos 15 anos, Maximiano não costumava viajar ao Rio Grande do Sul, observa Milca.
— Todo esse tempo ele não veio ao Brasil.