
O veterano ativista dos direitos civis Jesse Jackson morreu nesta terça-feira (17), aos 84 anos, nos Estados Unidos, conforme comunicado divulgado pela família.
Parceiro próximo de Martin Luther King Jr. na década de 1960, este pastor batista e orador talentoso dedicou a vida a combater as barreiras que limitavam o espaço político dos afro-americanos.
"Sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores pelos quais ele viveu", declarou a família.
Jackson deixa a esposa e seis filhos.
"Nosso pai foi um líder servidor, não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os ignorados em todo o mundo", afirmaram em comunicado.
A família não especificou a causa da morte, mas Jackson anunciou em 2017 que sofria de Parkinson. Segundo a imprensa, ele havia sido hospitalizado em novembro para observação devido a outra doença neurodegenerativa.
Até Barack Obama chegar à Casa Branca, em 2009, Jesse Jackson havia sido o afro-americano mais proeminente a concorrer à presidência dos Estados Unidos, com duas tentativas frustradas de obter a indicação do Partido Democrata na década de 1980.
Ele fundou duas organizações para promover a igualdade e a justiça social: a PUSH (People United to Save Humanity), em 1971, e a National Rainbow Coalition, na década de 1980. Elas se fundiram em 1996.
O ativista também se destacou pelo trabalho como mediador e enviado especial em diversas frentes.
Defendeu o fim do apartheid na África do Sul e, na década de 1990, foi nomeado enviado especial para a África durante o governo de Bill Clinton. Ele também participou de negociações para garantir a libertação de reféns e prisioneiros americanos na Síria, no Iraque e na Sérvia.


