A inflação nos Estados Unidos começou o ano em queda, com um índice de 2,4% em 12 meses em janeiro, em comparação aos 2,7% de dezembro, segundo dados oficiais publicados nesta sexta-feira (13).
O índice de preços ao consumidor (IPC) ficou abaixo dos 2,5% em 12 meses previstos pelos analistas, segundo o consenso do Trading Economics.
O custo de vida continua sendo um tema central nos país. O presidente Donald Trump conquistou seu segundo mandato, iniciado em 2025, com a promessa de melhorar o poder de compra dos americanos.
O IPC de janeiro é o mais baixo desde maio de 2025, quando registrou 2,3% em doze meses..
- A questão das tarifas -
A surpreendente desaceleração observada em janeiro "reforça nossa crença de que os aumentos de preços relacionados às tarifas sobre bens já ficaram para trás", comentou Bernard Yaros, da Oxford Economics, em nota.
Trump iniciou uma guerra comercial no ano passado, com aumentos generalizados de tarifas que ele posteriormente moderou.
Embora essas novas tarifas não tenham desencadeado a disparada inflacionária que os analistas temiam, algumas empresas relataram aumento nos custos comerciais.
A desaceleração do ritmo da inflação foi influenciada especialmente pela queda dos preços dos combustíveis. Os consumidores também se beneficiaram de uma diminuição no preço dos veículos usados.
Por outro lado, os preços do gás e da eletricidade aumentaram 9,8% e 6,3% no período de um ano, respectivamente. O preço dos alimentos subiu 2,9%.
A inflação subjacente, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, foi de 2,5% em 12 meses, também inferior à de dezembro.
- Perspectiva do Fed -
Embora a inflação geral tenha se moderado, as pressões inflacionárias subjacentes, juntamente com um mercado de trabalho mais resiliente do que o esperado, podem permitir que o Federal Reserve (Fed, o banco central) mantenha as taxas de juros estáveis.
Os dados de inflação divulgados nesta sexta-feira encerraram uma semana de importantes indicadores econômicos, incluindo um relatório de empregos que mostrou um crescimento mais forte do que o previsto em janeiro.
O Fed cortou as taxas de juros três vezes no ano passado, mas adiou novas medidas por enquanto, visando trazer a inflação de volta à sua meta de 2%.
* AFP


