
Os Estados Unidos posicionaram lançadores móveis de mísseis Patriot na base aérea de Al-Udeid, no Catar, a maior instalação militar norte-americana no Oriente Médio. A ação, identificada por meio de análise de imagens de satélite, ocorre em meio ao aumento das tensões com o Irã desde janeiro.
Manter os mísseis em plataformas montadas sobre caminhões, em vez de estruturas semiestáticas, é interpretado por analistas como um indicativo de maior prontidão. Nesse formato, os sistemas podem ser deslocados rapidamente para ações defensivas ou ofensivas em caso de uma escalada iraniana.
Comparações entre imagens feitas no início de fevereiro e registros de janeiro mostram crescimento no número de aeronaves e equipamentos militares na área, segundo o analista forense William Goodhind, da Contested Ground. As informações são do g1.
Ele ainda afirma que, no início de fevereiro, os lançadores estavam montados em caminhões táticos pesados HEMTT M983. Nesta terça-feira (10), não havia confirmação de que o material permanecia na base.
— A decisão de fazer isso dá aos Patriots uma mobilidade muito maior, o que significa que eles podem ser movidos para um local alternativo ou reposicionados com maior rapidez — afirmou Goodhind.
Negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem ameaçando bombardear o Irã em razão dos programas nuclear e de mísseis balísticos do país, de seu apoio a grupos aliados na região e de ações de repressão interna. Apesar disso, negociações para evitar um conflito continuam.
Trump declarou, nesta terça, que pode enviar mais um porta-aviões ao Oriente Médio e adotar uma medida "muito dura" contra Teerã caso as conversas fracassem. Ao site Axios, o republicano disse estar otimista e acreditar em uma saída diplomática, embora tenha reiterado que uma ação militar permanece como possibilidade.
Promessas de retaliações
A Guarda Revolucionária do Irã declarou que qualquer ofensiva contra seu território resultará em retaliações contra bases norte-americanas na região. Os EUA mantêm unidades militares em países como Iraque, Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita, Catar, Barein, Emirados Árabes, Omã, Turquia e em Diego Garcia.
Teerã afirma ter reabastecido seus estoques de mísseis após duas semanas de conflito em junho de 2025, quando foi alvo de ataques conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos. O país também mantém complexos subterrâneos de mísseis próximos a Teerã, em Kermanshah, Semnan e na costa do Golfo.
Imagens de satélite registraram ainda a presença do porta-drones iraniano IRIS Shahid Bagheri a cerca de cinco quilômetros de Bandar Abbas, em 27 de janeiro, e novamente nas proximidades em 10 de fevereiro.
