
A Guarda Revolucionária do Irã, tropa de elite do regime iraniano, afirmou que o Estreito de Ormuz foi fechado por motivos de segurança, informou a imprensa local neste sábado (28). O canal é uma das principais rotas de petróleo do mundo.
A medida foi adotada depois que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, que reagiu lançando mísseis e drones contra o território israelense e bases americanas na região.
"A Guarda Revolucionária advertiu a várias embarcações sobre o perigo em torno do estreito devido à agressão militar dos EUA e de Israel, e à resposta do Irã, e que não é seguro passar pelo estreito neste momento", indicou a agência de notícias iraniana Tasnim.

O Estreito de Ormuz, que tem sua parte ao Norte controlada pelo Irã, é responsável pelo fluxo de cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito (GNL) comercializado globalmente.
Tensões nessa região tendem a fazer o preço do barril de petróleo subir. Só neste ano, a cotação do barril do tipo brent, referência internacional, disparou quase 20% (19,95%), por força das ameaças de Donald Trump.
A missão naval da União Europeia (UE) no Mar Vermelho, Aspides, confirmou à AFP a informação de que o Estreito de Ormuz foi fechado.
Segundo o tenente-coronel Sócrates Ravanos, os navios receberam mensagens de rádio de alta frequência nas quais a Guarda Revolucionária afirmou que "nenhum barco tem permissão para passar pelo Estreito de Ormuz".
A Administração Marítima dos EUA orientou navios comerciais a evitar a região do Golfo Pérsico, incluindo o Estreito de Ormuz.





