
Desde que assumiu a Casa Branca em janeiro do ano passado para o exercício do seu segundo mandato, Donald Trump não deixou dúvidas de que estava colocando um fim na "diplomacia cautelosa" e reiniciando um confronto direto com o Irã sob todos os aspectos.
Na madrugada deste sábado (28), forças militares dos Estados Unidos e de Israel iniciaram uma ofensiva aérea e marítima de larga escala contra o Irã. Explosões foram relatadas no centro da capital Teerã e em áreas estratégicas de enriquecimento de urânio.
Donald Trump, se pronunciou na sua rede social Truth Social, com um vídeo de 8 minutos em que confirma a ação e afirma que o objetivo é "defender o povo americano" e garantir que o regime iraniano "jamais possua uma arma nuclear".
O Irã iniciou o revide imediato contra bases militares americanas instaladas no Oriente Médio e contra o território israelense.
Entenda, abaixo, a cronologia da crise entre os dois países
2025
- A Canetada: logo após a posse, Trump assina ordens executivas restabelecendo todas as sanções da era 2018 e adicionando novas restrições ao "setor de serviços" que auxilia o Irã a vender petróleo para a China.
- Doutrina Hook: Brian Hook retorna ao Departamento de Estado com a missão de reduzir as exportações de petróleo iraniano a zero.
- Em março, Trump publica no Truth Social um prazo para que o Irã aceite um "acordo nuclear definitivo", que incluiria a interrupção total do programa de mísseis balísticos e o fim do apoio a grupos como Hezbollah e Houthis.
- O Pentágono reforça bases no Catar e nos Emirados Árabes (ambas atacadas pelo Irã neste sábado). Teerã responde aumentando o enriquecimento de urânio.
- Em 12 de junho, após meses de tensão, Israel realiza ataques aéreos contra instalações nucleares e fábricas de drones no Irã.
- EUA atacam com superbombas instalações nucleares do Irã.
- Junho termina com um cessar-fogo frágil mediado por canais secretos, após o Irã lançar mais de 1.000 drones em retaliação, a maioria interceptada.
2026
- O Irã iniciou o ano mergulhado numa onda de protestos motivada pelo colapso do rial e pela crise econômica. As manifestações se espalharam por mais de 100 cidades.
- O regime iraniano respondeu com força letal. Relatos indicam que milhares de manifestantes foram mortos.
- Em 13 de janeiro, Trump instou os iranianos a "continuarem protestando" e a "tomarem as instituições", afirmando que "a ajuda estava a caminho".
- Os EUA enviaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Oriente Médio para monitorar Teerã de perto, reforçando a frota já presente na região.
Fevereiro de 2026
- Tentativas de negociações nucleares ocorreram em Muscat (Omã) e Genebra (Suíça). Os EUA exigiram o desmantelamento total de instalações nucleares e o fim do programa de mísseis, condições rejeitadas por Teerã.
- No início de fevereiro, um segundo porta-aviões, o USS Gerald R. Ford, foi deslocado para a região. Caças F-22 e F-35 também foram enviados para bases aliadas, como em Israel.
- No dia 24 de fevereiro, em seu discurso sobre o Estado da União, Trump acusou o Irã de "ambições nucleares sinistras" e impôs novas sanções de "pressão máxima".
- No dia 27 de fevereiro, os EUA autorizaram a saída de pessoal diplomático não essencial de Israel e outros países da região, citando riscos iminentes de segurança.

