
Após a morte do traficante conhecido como "El Mencho" no domingo (22), uma onda de violência atingiu regiões do México e matou 25 membros da Guarda Nacional. A informação foi revelada nesta segunda-feira (23) pelo ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch.
Segundo Harfuch , os militares morreram foram mortos em Jalisco. De acordo com ele, 70 pessoas foram presas durante os atos violentos, organizados por seguidores do criminoso.
— Estamos monitorando de perto qualquer tipo de reação ou reestruturação dentro do cartel que possa levar à violência — garantiu o ministro de Segurança.
Outras autoridades revelaram detalhes sobre a operação contra o narcotraficante. Segundo o secretário de Defesa do México, Ricardo Trevilla, a localização de El Mencho foi descoberta após visita de sua namorada.
A presidente do país, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população em meio à explosão de violência, que provocou bloqueios em rodovias, incêndios de veículos e estabelecimentos comerciais, além do cancelamento de dezenas de voos de companhias aéreas dos Estados Unidos e do Canadá.
— A coisa mais importante agora é garantir a paz e a segurança para toda a população do México. O país está em paz, está calmo — declarou Sheinbaum.
Enquanto o país permanece em estado de alerta, escolas estão fechadas em pelo menos oito estados.
Quem era El Mencho
El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJGN), era o narcotraficante mexicano mais procurado. O governo dos Estados Unidos oferecia recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua captura.
Ele era considerado o último dos chefões ao estilo de Joaquín "El Chapo" Guzmán e Ismael "El Mayo" Zambada, presos em 2016 e 2024, respectivamente, e atualmente detidos nos Estados Unidos.
O narcotraficante de 59 anos ficou ferido em um confronto com militares na localidade de Tapalpa (oeste do país) e morreu "durante seu traslado por via aérea à Cidade do México", informou o Exército.
Durante a operação, sete criminosos morreram e três militares ficaram feridos. Dois integrantes do CJNG foram detidos e diversas armas foram apreendidas, como lançadores de foguetes capazes de derrubar aeronaves e destruir veículos blindados.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os Estados Unidos "forneceram apoio de inteligência ao governo mexicano" na operação.




