
Genro de Edmundo González Urrutia, rival de Nicolás Maduro nas eleições de 2024, Rafael Tudares foi libertado pela Venezuela. A informação foi confirmada pela família na madrugada desta quinta-feira (22).
Tudares estava preso desde janeiro do ano passado. Ele havia sido acusado de terrorismo e foi condenado a 30 anos de prisão.
Com a captura de Maduro pelos Estados Unidos no último dia 3 de janeiro, Delcy Rodrígues herdou o poder na Venezuela.
Desde então, o país anunciou um processo de libertação de "presos políticos", sob pressão do governo norte-americano, que foram detidos pelo governo de Maduro. No entanto, familiares de diversos presos ainda protestam e cobram notícias sobre seus entes.
Filha de Urrutia, Mariana González comemorou a libertação do marido em publicação nas redes sociais:
"Após 380 dias de detenção injusta e arbitrária e tendo sofrido, por mais de um ano, uma situação desumana de desaparecimento forçado, meu marido Rafael Tudares Bracho retornou para casa esta manhã", escreveu Mariana González.
"Tem sido uma luta estoica e muito difícil por mais de um ano", acrescentou.
Prisão de Tudares
Após Maduro ser proclamado presidente reeleito nas controversas eleições de 2024, Urrutia deixou a Venezuela e exilou-se na Espanha. Sua filha e o genro permaneceram no país.
Tudares foi preso em janeiro de 2025 por homens mascarados enquanto caminhava para a escola com seus dois filhos e condenado à pena máxima de 30 anos de prisão por acusações de terrorismo. A sentença foi descrita como "retaliação" pelo antigo rival de Maduro.



