
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogita vários caminhos para anexar a Groenlândia, e recorrer ao Exército é "sempre uma opção", informou a Casa Branca nesta terça-feira (6).
O mandatário deixou "claro que adquirir a Groenlândia é uma prioridade para a segurança nacional dos Estados Unidos e que é vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico", declarou a secretária de imprensa Karoline Leavitt em um comunicado sobre o território semiautônomo pertencente ao reino da Dinamarca.
"O presidente e sua equipe estão debatendo várias opções para alcançar esse importante objetivo para a política externa e, obviamente, recorrer ao exército americano é sempre uma opção à disposição do comandante em chefe", acrescentou.
Desde o seu primeiro mandato, Trump demonstra interesse pela Groenlândia. Quando retornou ao governo, em 2025, o republicano voltou a manifestar seu desejo de anexar o território aos Estados Unidos.
No sábado (3), mesmo dia em que uma ação militar dos EUA capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro, Katie Miller, esposa de Stephen Miller, assessor presidencial norte-americano, publicou um mapa que mostra a Groenlândia com a bandeira dos Estados Unidos em seu perfil no X. Na legenda, ela escreveu "em breve".
Dinamarca pede reunião com Rubio
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que um ataque dos EUA à região poderia representar o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A Dinamarca e a Groenlândia solicitaram uma reunião urgente com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para "discutir a importante declaração feita pelos Estados Unidos sobre a Groenlândia", escreveu a Ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, nas redes sociais.
"Até o momento, não foi possível para o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reunir com o governo da Groenlândia, apesar de os governos da Groenlândia e da Dinamarca terem solicitado uma reunião em nível ministerial ao longo de 2025", acrescentou ela.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, disse que o encontro com Rubio deveria resolver "certos mal-entendidos".
Anteriormente, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, insistiu novamente que a ilha não estava à venda e que somente os groenlandeses deveriam decidir seu futuro.
Seus comentários surgiram depois que a Grã-Bretanha, a França, a Alemanha, a Itália, a Polônia e a Espanha se juntaram à Dinamarca ao afirmar que defenderiam os "princípios universais" de "soberania, integridade territorial e inviolabilidade das fronteiras".
"Este apoio é importante num momento em que princípios internacionais fundamentais estão sendo desafiados", escreveu Nielsen nas redes sociais. "Por este apoio, desejo expressar minha mais profunda gratidão."
"Num momento em que o Presidente dos Estados Unidos afirmou mais uma vez que os Estados Unidos levam muito a sério a questão da Groenlândia, este apoio dos nossos aliados na Otan é simultaneamente importante e inequívoco."
Washington já possui uma base militar na Groenlândia, que abriga cerca de 57.000 pessoas.




