
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (16) que pode impor tarifas a países que não apoiam seus planos de anexação da Groenlândia, território pertencente à Dinamarca, membro da Otan.
— Eu poderia impor tarifas aos países que não concordarem com a anexação da Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia por razões de segurança nacional — disse Trump em uma mesa-redonda sobre saúde na Casa Branca.
O republicano tem ameaçado anexar a ilha, alegando que ela é vital para a segurança de seu país, sob o argumento de que, caso contrário, seria ocupada pela Rússia ou pela China. A Casa Branca afirmou que analisa comprá-la e não descarta uma intervenção militar no território rico em recursos minerais.
Interesse pela Groenlândia
Desde o seu primeiro mandato, Trump demonstra interesse pela Groenlândia. Quando retornou ao governo, em 2025, o republicano voltou a manifestar seu desejo de anexar o território aos Estados Unidos.
Imagens simulando a anexação da região aos EUA ou do mapa da ilha pintada com as cores da bandeira norte-americana circularam nas redes sociais.
Em 3 de janeiro, mesmo dia em que uma ação militar dos EUA capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro, Katie Miller, esposa de Stephen Miller, assessor presidencial norte-americano, publicou um mapa que mostra a Groenlândia com a bandeira dos Estados Unidos em seu perfil no X. Na legenda, ela escreveu "em breve".
Militares europeus
Na quinta-feira (15), vários países europeus começaram a enviar militares para a Groenlândia. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, advertiu que a "ambição dos Estados Unidos" de tomar o território dinamarquês do Ártico "segue intacta".
Mette assinalou em um comunicado nesta quinta-feira que está sendo criado "um grupo de trabalho" para abordar como melhorar a segurança no Ártico.
Mas "isso não muda o fato de que existe um desacordo fundamental, porque a ambição americana de assumir o controle da Groenlândia segue intacta", disse em nota enviada à AFP.
"É obviamente um assunto grave, e seguimos com nossos esforços para impedir que esse cenário se concretize", acrescentou.


