
O número de mortos nos protestos que acontecem no Irã subiu para 648 nesta segunda-feira (12), segundo um grupo de direitos humanos. As informações são do g1.
Diferentes ONGs têm denunciado o massacre realizado pelo governo contra os manifestantes. A estimativa atual é da ONG norueguesa Direitos Humanos do Irã (IHR, na sigla em inglês), situada em Oslo, aponta uma crescente nos casos de violência fatal nos últimos 15 dias, durante as manifestações.
— A comunidade internacional tem o dever de proteger manifestantes civis contra assassinatos em massa cometidos pela república islâmica — disse o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam, ao comentar a nova atualização de mortes verificada pela ONG.
No entanto, o número real de manifestantes mortos nos protestos pode ser ainda maior. Enquanto as organizações denunciavam um "massacre" contra os manifestantes, a polícia do regime Khamenei disse que "escalou" sua resposta aos protestos.
O país está isolado do resto do mundo, já que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ordenou a interrupção da internet considerando a evolução dos protestos, o que dificulta a confirmação do número real de mortes.
Além disto, o governo iraniano não está divulgando integralmente números oficiais da operação policial nos protestos e acusa os Estados Unidos e Israel de se infiltrar nos protestos, os culpando pelas mortes ocorridas nos movimentos.
Onda de protestos no Irã
Os protestos começaram em resposta a uma crise econômica já antiga no Irã, em grande parte resultado de sanções dos EUA e da Europa relacionados às ambições nucleares do país. No final de dezembro, a moeda iraniana despencou em relação ao dólar americano, em meio a uma inflação que ultrapassou 40% naquele mês, o que levou comerciantes e estudantes universitários à organização de manifestações.
Os atos têm sido realizados desde o final de 2025 e foram registrados em mais de 100 cidades em 25 das 31 províncias iranianas, segundo uma contagem da agência de notícias AFP.
No sábado (10), Trump renovou as ameaças ao dizer que o Irã está "buscando a liberdade" e que os norte-americanos estão "prontos para ajudar". Segundo o The New York Times, o presidente dos EUA foi informado por membros de seu governo sobre opções disponíveis para um ataque militar, e segundo o Axios, ele considera diferentes alternativas para apoiar os manifestantes iranianos.


