
Uma análise do New York Times de vídeos publicados nas redes sociais — e checados pelo jornal norte-americano — contradiz a versão do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos sobre o assassinato de Alex Pretti, 37 anos, por agentes federais em Minneapolis no sábado (24).
Segundo o DHS, o homem "abordou agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA com uma pistola semiautomática de 9 mm", e os agentes tentaram desarmá-lo. No entanto, as imagens mostram que Pretti estava segurando um celular, e não uma arma, antes de ser derrubado e morto pelos agentes.
A análise das imagens realizada pelo New York Times aponta que, no início do episódio, Pretti parecia estar gravando com seu celular um pequeno grupo de manifestantes na rua, conversando com um agente federal. Ele também parecia estar orientando o trânsito.
Então, um agente começa a empurrar os manifestantes e a jogar spray de pimenta em seus rostos. Pretti está com as duas mãos visíveis: uma segura o celular e a outra protege do spray.
Quando ele se move para ajudar um dos manifestantes, agentes o puxam por trás, lutando com ele e obrigando-o a se ajoelhar. Ele parece resistir e é golpeado várias vezes.
Homem é imobilizado
As imagens mostram um agente se aproximando com as mãos vazias e agarrando Pretti enquanto os outros o imobilizam.
"Aproximadamente oito segundos após ser imobilizado, os agentes gritaram que ele estava armado, indicando que talvez não soubessem que ele portava uma arma até que já estivesse no chão", diz a análise do jornal.
Então, o agente que havia se aproximado de mãos vazias retira uma arma do meio do grupo que parece corresponder ao perfil de uma arma de fogo que o DHS disse pertencer a Pretti.
Nesse momento, um agente realiza disparos até que o homem cai. No total, pelo menos 10 tiros parecem ter sido disparados por mais de um agente.


