
O Irã advertiu nesta quarta-feira (14) Donald Trump de que é capaz de "responder" a qualquer ataque dos Estados Unidos, país que decidiu, por precaução, retirar parte do pessoal de sua base militar no Catar, que no ano passado foi bombardeada por Teerã.
Nesta terça-feira (13), o presidente norte-americano publicou uma mensagem orientando que os manifestantes no Irã mantenham o movimento e derrubem as autoridades da República Islâmica.
"Patriotas iranianos, mantenham as manifestações", escreveu Donald Trump em sua plataforma Truth Social. "Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que cessem este massacre sem sentido de manifestantes. A ajuda está a caminho", afirmou.
"Responder com firmeza"
Diante desse cenário, "em resposta às tensões regionais", parte do pessoal americano da base militar de Al Udeid, no Catar, recebeu ordens para abandonar as instalações, indicou o Escritório para a Mídia Internacional do emirado.
Teerã lançou mísseis contra essa base, situada 190 km ao sul do Irã, em junho de 2025, em resposta aos bombardeios de Washington contra instalações nucleares iranianas.
Ali Shamjani, assessor do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, advertiu nesta quarta-feira o presidente Donald Trump de que esse ataque demonstrou "a vontade e a capacidade do Irã de responder a qualquer agressão".
Na terça-feira, Trump advertiu na televisão que os Estados Unidos agirão "de maneira muito firme" se as autoridades iranianas começarem a executar pessoas detidas durante as manifestações.
Protestos contra o regime
As manifestações no Irã começaram como um protesto contra o custo de vida, mas se transformaram em um movimento contra o regime teocrático que governa o país desde a revolução de 1979 e que, desde 1989, é dirigido pelo líder supremo Ali Khamenei.
O chefe do Poder Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Eje'i, passou cinco horas nesta quarta-feira (14) em uma prisão de Teerã onde há manifestantes detidos - classificados como "arruaceiros" pelas autoridades - para analisar seus casos, informaram meios de comunicação iranianos.
Após a visita, prometeu julgamentos "rápidos" e "públicos".
— Se alguém incendiou uma pessoa, a decapitou antes de queimar seu corpo, devemos fazer nosso trabalho rapidamente — declarou.



