
- Na tarde deste sábado (3), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA vão administrar a Venezuela durante período de transição
- Trump também disse que uma grande empresa petroleira americana irá atuar no país
- Os Estados Unidos capturaram o mandatário venezuelano Nicolás Maduro nesta madrugada e o levaram para fora do país
- Houve ataques na capital venezuelana Caracas, mas não há informações oficiais sobre mortos ou feridos.
- O presidente Lula afirmou que "os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável".
- Trump disse que Maduro está sendo levado de navio para Nova York; ele fará um pronunciamento em instantes.
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O que se sabre sobre o ataque
Na madrugada deste sábado (3), aeronaves sobrevoaram a capital venezuelana, Caracas, e foram ouvidas explosões. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou, no início da manhã, que houve um ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado.
As primeiras explosões em Caracas foram ouvidas por volta das 2h locais (3h de Brasília). O governo venezuelano também divulgou que alvos militares foram atacados nos Estados de Miranda e La Guaira, assim como na cidade de Aragua, que fica a uma hora de Caracas.
Um dos alvos em Caracas foi o forte militar Tiuna, o mais importante do país. Na base aérea de La Carlota, blindados foram atacados.
O ministério da Defesa da Venezuela disse que populações civis foram atingidas pelas bombas. Ainda não foi divulgado um número oficial de vítimas.
Morador de Caracas, o professor Carlos Romero afirmou que ouviu "explosões muito fortes" vindas do aeroporto militar de La Carlota, em Caracas, localizado próximo da casa onde reside, em entrevista à Rádio Gaúcha.
Onde está Nicolás Maduro?
O paradeiro do mandatário venezuelano não foi divulgado pelos Estados Unidos. A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu "prova de vida" de Maduro, dizendo que não sabe onde ele se encontra.
Como o Brasil reagiu?
Até a publicação desta reportagem, não houve manifestação oficial do governo brasileiro ou do presidente Lula.
Como outros países reagiram?
Nações aliadas de Nicolás Maduro, como Rússia, Cuba e Irã, manifestaram repúdio ao ataque norte-americano e pediram uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para avaliar a situação.
O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou o ataque. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, se limitou a lembrar que celebrou com Maduro um acordo de troca de prisioneiros, e que isso pode ter servido de justificativa para o ataque.
"Agora estão gritando e indignados, não porque discordem do acordo, mas porque acabaram de perceber que ficaram sem reféns do país mais poderoso do mundo.", afirmou.




