
As forças americanas no Caribe apreenderam um sexto petroleiro em sua campanha contra embarcações sancionadas nesta quinta-feira (15). A abordagem do navio Veronica foi realizada sem incidentes, antes do amanhecer, afirmou o Comando Sul, responsável pela América Central, América do Sul e Caribe em um comunicado.
Um vídeo compartilhado no perfil do comando no X mostra soldados descendo de rapel para o convés da embarcação.
Os Estados Unidos anunciaram no final de dezembro, antes da captura de Nicolás Maduro em Caracas, a implementação de um bloqueio naval ao redor do país contra petroleiros sancionados pelo Departamento do Tesouro.
O governo Trump acusa a Venezuela de utilizar uma "frota fantasma" de navios para burlar sanções impostas pelo governo americano à indústria petrolífera de Caracas. Até o momento, não houve anúncio oficial sobre a ação desta quinta-feira.
A nova apreensão ocorreu horas antes de um encontro entre Donald Trump e a opositora venezuelana María Corina Machado, marcado para às 14h, no horário de Brasília, na Casa Branca.
Envio de petróleo aos EUA
O governo Trump tem pressionado cada vez mais a Venezuela por suas exportações de petróleo desde que as forças americanas capturaram Maduro em 3 de janeiro. Três dias depois, o presidente disse que o país sul-americano começaria a enviar petróleo para os Estados Unidos, o que seria uma concessão significativa dos novos líderes venezuelanos.
O governo venezuelano não comentou o anúncio de Trump de que entre 30 milhões a 50 milhões de barris de petróleo — cerca de dois meses de produção — seriam transferidos. Se confirmada, a medida seria o início do plano do presidente de explorar as vastas reservas de petróleo da Venezuela.
Com base na afirmação de Trump e nos preços atuais de mercado, a Venezuela entregaria entre US$ 1,8 bilhão e US$ 3 bilhões em petróleo aos Estados Unidos. Não está claro se receberia algo em troca. Um bloqueio parcial dos Estados Unidos reduziu as exportações de energia da Venezuela, uma fonte vital de receita.



