
O segundo turno das eleições presidenciais em Portugal colocará frente a frente dois candidatos que são opostos, no espectro ideológico. A própria realização de um segundo turno já é indício da fragmentação do eleitorado no país, que não tinha esta segunda votação há 40 anos.
O pleito realizado neste domingo (18) teve como candidato mais votado o socialista António José Seguro, que representa a esquerda, com 31,14%. Em segundo lugar ficou André Ventura, de extrema direita, com 23,48%. Os dados ainda são parciais, com 99,6% das urnas apuradas.

Ventura lidera o Chega, partido criado por ele em 2019. Ele tem 42 anos e é ex-comentarista esportivo. A plataforma do Chega é focada no combate à corrupção, mas também em ataques a migrantes.
Seguro, por outro lado, tem 63 anos e elegeu-se ao parlamento pela primeira vez em 1991. Já liderou o Partido Socialista, mas estava há vários anos afastado da atividade política.
Onze candidatos, um número recorde, disputaram o cargo de chefe de Estado de Portugal neste ano. O vencedor substituirá o atual presidente, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, eleito duas vezes em primeiro turno. O segundo turno será em 8 de fevereiro.
O presidente português não tem poderes executivos, mas pode ser chamado a desempenhar um papel de árbitro em caso de crise, pois tem o direito de dissolver o Parlamento para convocar eleições legislativas.





