
Após ameaças de Donald Trump, a Dinamarca afirmou estar estar disposta a manter um "diálogo construtivo com seus aliados" sobre a Groenlândia e a segurança no Ártico. No entanto, a primeira-ministra, Mette Frederiksen, observou nesta quinta-feira (22) que a "integridade territorial" tem de ser respeitada.
O apelo da primeira-ministra surge após Trump ter anunciado na quarta-feira (21), no Fórum Econômico Mundial em Davos, um possível acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre a atuação dos Estados Unidos na Groenlândia.
— Podemos negociar todos os aspectos políticos: segurança, investimentos, economia. Mas não podemos negociar a nossa soberania. Fui informada de que isso não tem acontecido — declarou Mette.
A primeira-ministra destacou que, ao longo de todo o processo de debate, "coordenou os seus esforços" com o governo da Groenlândia, que rejeitou veementemente qualquer domínio dos Estados Unidos. Mette afirmou que mantém diálogo contínuo com Mark Rutte, secretário-geral da Otan, sobre a situação no território. A primeira-ministra dinamarquesa reiterou ainda que o país está aberto a discutir a segurança no Ártico.
"O Reino da Dinamarca deseja manter um diálogo construtivo com os seus aliados sobre maneiras de fortalecer a segurança no Ártico, incluindo o projeto do Domo de Ouro dos EUA, desde que nossa integridade territorial seja respeitada", disse, referindo-se ao enorme projeto de defesa antiaérea dos Estados Unidos.
Argumento de Trump
Trump insiste que a Groenlândia é "vital" para a segurança dos Estados Unidos e da Otan contra a China e a Rússia. Na quarta-feira, em Davos, na Suíça, ele afirmou que apenas o governo norte-americano pode assegurar a segurança da região.
Após anunciar o "marco para um futuro acordo" sobre a ilha, cujos detalhes são desconhecidos, Trump também retirou as ameaças militares e tarifárias contra vários países europeus que se opõem ao seu plano.




