
Os integrantes do Conselho de Paz da Faixa de Gaza terão mandato de três anos, conforme informação confirmada por auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os novos membros do grupo foram anunciados no sábado (17) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, aqueles que desembolsarem US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo poderão ocupar cargos vitalícios no conselho. O texto estabelece que o limite de três anos não se aplicará aos países que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em recursos financeiros no primeiro ano de funcionamento do órgão.
Lula foi convidado por Trump a integrar o conselho. A carta chegou para Lula na sexta-feira (16), via Embaixada brasileira em Washington. Ainda não há informações se o presidente brasileiro aceitará o convite.
O governo brasileiro começará a avaliar a proposta nesta segunda-feira (19) e considera que a decisão não pode ser tomada sem uma análise detalhada das consequências políticas e diplomáticas da iniciativa.
A estrutura do conselho está sendo enviada a cerca de 60 países em um documento preliminar que prevê que cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir de sua entrada em vigor, sujeito à renovação pelo presidente.
Resposta do Brasil
Auxiliares de Lula ainda afirmam que é necessário compreender o papel do conselho, sua composição e seus efeitos práticos antes de qualquer resposta oficial do Brasil. A proposta tem atraído questionamentos internacionais, sobretudo pela ausência de representantes palestinos no núcleo decisório e pelo protagonismo direto dos Estados Unidos (EUA) na condução do órgão.
Além de Lula, o convite para integrar o conselho foi estendido a presidentes e outros líderes internacionais, entre eles Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, segundo o governo norte-americano.
Entenda o conselho
O Conselho de Paz integra a nova fase do plano anunciado por Washington para a Faixa de Gaza, voltado à reconstrução do território e à definição de um modelo de governança após o conflito entre Israel e o Hamas.

