
Em cerimônia no Fórum Econômico Mundial nesta quinta-feira (22), Donald Trump lançou oficialmente o "Conselho da Paz" — organização para atuar na medição de conflitos e na reconstrução da Faixa de Gaza. Em discurso, o presidente dos Estados Unidos criticou a Organização das Nações Unidas (ONU).
— Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo — declarou Trump.
As avaliações indicam que o objetivo de Trump é substituir a organização. No entanto, o republicano afirmou que o Conselho da Paz vai dialogar com outras instituições, "incluindo a ONU".
Até o momento, Trump convidou 60 autoridades de outros países para participarem do Conselho da Paz. Um deles foi o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda não respondeu ao convite.
Representantes de ao menos seis países assinaram o documento que formaliza a criação do grupo, apresentado em Davos, na Suíça.
- Javier Milei, presidente da Argentina
- Santiago Pena, presidente do Paraguai
- Ilham Aliye, presidente do Azerbaijão
- Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria
- Prabowo Subianto, presidente da Indonésia
- Vjosa Osmani, presidente do Kosovo
Ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper anunciou que Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte não assinarão o documento. Cooper citou Vladimir Putin, presidente da Rússia, convidado por Trump para o conselho, ao explicar a decisão.
— Este é um tratado jurídico que levanta questões muito mais amplas e também nos preocupa que o presidente Putin faça parte de um órgão que fala sobre paz quando ainda não se viu nenhum comprometimento de que se comprometerá com a paz na Ucrânia — declarou.
Atuação
Ao anunciar o Conselho da Paz, Trump explicou que a ideia é iniciar os trabalhos com propostas para a reconstrução da Faixa de Gaza e resolução da situação na Palestina.
No discurso, o presidente norte-americano deixou uma mensagem em tom de ameaça ao Hamas. Segundo ele, se o grupo terrorista não aceitar entregar as suas armas, este "será o seu fim".
