
O anúncio feito pelo presidente norte-americano Donald Trump de que os Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro é o ápice de uma escalada bélica que já tem meio ano. A Venezuela há décadas vivencia boicotes econômicos, mas a novidade nos últimos meses foi o aperto militar implementado pelos norte-americanos.
Recompensa
Em agosto, Trump dobrou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Nicolás Maduro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, justificou o uso de “toda a força” contra o regime venezuelano: “Maduro não é um presidente legítimo. Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista acusado nos EUA de tráfico de drogas".
Frota vitaminada
Ainda em agosto, oito navios de guerra e um submarino nuclear foram enviados ao Mar do Caribe, marcando o início do reforço militar na região. Em novembro a flotilha ganhou a companhia do USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo. A embarcação tem capacidade para transportar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros.
Ataques a barcos
Em dois de setembro, os EUA fizeram o primeiro ataque contra um barco supostamente carregado com drogas no Mar do Caribe. Desde então foram 30 bombardeios a pequenas embarcações, inclusive no Oceano Pacífico, com um saldo até agora de 115 mortos. A Venezuela diz que não há provas de que eram traficantes. Em resposta, ainda em setembro o governo da Venezuela decretou estado de exceção, concedendo poderes especiais ao presidente Nicolás Maduro em caso de “agressão” por parte dos Estados Unidos.
Operações da CIA
Em outubro, Trump confirmou ter autorizado operações da CIA na Venezuela. Elas seriam direcionadas contra o narcotráfico e poderiam incluir ataques terrestres. Como, de fato, aconteceu em dezembro com o bombardeio de supostas bases de narcotraficantes no litoral (docas e armazéns foram destruídos por drones).
Maduro "narcoterrorista"
Em novembro Trump e Maduro conversaram por telefone, conforme confidenciou o presidente dos EUA. O norte-americano teria oferecido uma saída honrosa, com possível asilo do venezuelano em algum país do seu agrado. As negociações não teriam obtido sucesso. Dias depois, o governo dos Estados Unidos incluiu oficialmente o Cartel de los Soles na lista de organizações terroristas. O grupo é apontado pelas autoridades americanas como chefiado por Maduro.
Petroleiros confiscados
Em dezembro, os EUA confiscaram em 48 horas três navios que transportavam petróleo oriundo da Venezuela. Uma das alegações é de que estariam furando o bloqueio determinado contra nações terroristas, como o Irã. Maduro chamou os norte-americanos de "corsários" que atuam para se apoderar da maior riqueza venezuelana.
Bombardeios e captura de Maduro
No terceiro dia de janeiro aeronaves dos EUA bombardearam postos-chave das Forças Armadas venezuelanas. E mais que isso: segundo Trump, a ação também resultou na captura de Maduro. O governo venezuelano admitiu o sumiço do seu presidente e exige provas de que ele está vivo.




