
Durante reunião com o Conselho de Segurança da Organização Nacional das Nações Unidas (ONU), nesta segunda-feira (5), o Brasil condenou a captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro.
Maduro é acusado de traficar cocaína para os Estados Unidos, assim como sua esposa, Cilia Flores, de 69. A intervenção aconteceu no sábado (3).
De acordo com o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, não se pode aceitar o argumento de que "os fins justificam os meios". As informações são do g1.
Ele ainda afirmou que a ação "abre a possibilidade de conceder aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, correto ou incorreto, e até mesmo de ignorar as soberanias nacionais, impondo decisões aos mais fracos."
— O Brasil rejeita de maneira categórica e com a maior firmeza a intervenção armada em território venezuelano, em flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional — disparou.
Danese também ponderou que intervenções armadas anteriores na América Latina e no Caribe trouxeram consequências negativas:
— O recurso à força em nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos termos superados e coloca em risco o esforço coletivo para preservar a região como uma zona de paz e cooperação, livre de conflitos armados, respeitosa do direito internacional e do princípio da não ingerência — argumentou.
Ainda no sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu uma nota afirmando que os bombardeios em território venezuelano e a captura de Maduro "ultrapassam uma linha inaceitável".
O que aconteceu
Na madrugada de sábado (3), aeronaves sobrevoaram a capital venezuelana, Caracas, e foram ouvidas explosões. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou, no início da manhã, que houve um ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado. A primeira-dama, Cilia Flores, também foi retirada do país´.
As primeiras explosões em Caracas foram ouvidas por volta das 2h locais (3h de Brasília). O governo venezuelano também divulgou que alvos militares foram atacados nos Estados de Miranda e La Guaira, assim como na cidade de Aragua, que fica a uma hora de Caracas.
Um dos alvos em Caracas foi o forte militar Tiuna, o mais importante do país. Na base aérea de La Carlota, blindados foram atacados.



