O governo argentino devolveu os US$ 20 bilhões (R$ 107 bilhões, na cotação atual) enviados pelos Estados Unidos em outubro como uma linha de financiamento para contribuir com a "estabilidade econômica", anunciou nesta sexta-feira (9) o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
O anúncio do "swap" (acordo de troca de moedas) em apoio ao governo do presidente argentino, Javier Milei, ocorreu em meio a uma corrida contra o peso antes das eleições parlamentares de 26 de outubro, nas quais o partido governista se impôs.
"Tenho o prazer de anunciar que, como sinal de sua estabilidade financeira, a Argentina reembolsou rápida e integralmente" os fundos adiantados, disse Bessent em sua conta no X.
"Estabilizar um aliado sólido dos Estados Unidos é essencial para avançar rumo à política 'Estados Unidos Primeiro'", acrescentou o secretário do Tesouro.
O presidente ultraliberal, Javier Milei, é um aliado ideológico de Donald Trump na América Latina.
Além do swap, o Tesouro anunciou na época que vinha trabalhando há semanas com agentes privados (bancos privados e fundos soberanos de investimento) em outro programa de US$ 20 bilhões para ajudar a Argentina a pagar sua dívida.
Essa assistência acabou se limitando a um empréstimo de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões) concedido no início de janeiro, que não envolveu bancos americanos, mas sim os bancos europeus Santander, BBVA e Deutsche Bank.
Esse empréstimo de curto prazo foi garantido com a dívida soberana argentina e visava reforçar as reservas do banco central da Argentina.
A decisão foi endossada pelo governo de Milei após sua vitória nas eleições de outubro, a fim de demonstrar que "a Argentina pode se sustentar sozinha", como explicou no início de dezembro o ministro da Economia, Luis Caputo.
* AFP



